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Tempo ingrato









Helen Hunt,
hoje.
































Helen Hunt na flor da idade.
Uma coisa que me deixa triste é ver o ser humano não resistir ao tempo.

Muitos vão dizer que é uma grande tonteira e a vida foi nos dada para ser
assim mesmo.

 Concordo plenamente que estamos aqui por um tempo determinado e quando chega a hora ,vamos embora incondicionalmente.

Mas la´no fundo do espírito romantico uma coizinha de nada diz que é
errado a velhice vir rápido, não na idade mas estampada em nossos rostos.
Animais geralmente não mostram a idade pela aparência.

 Tenho gatos de várias idades e são todos iguais. Somente quando ficam muito velhos é que a degeneração atinge seus movimentos. Devia ser assim também
com as mulheres.Infelizmente elas são as mais atingidas por esse mal.

Olhando a foto de uma mulher aos vinte anos e depois uma aos trinta e
outra aos cinqüenta , vemos uma grande diferença. Se fosse por mim,elas
seriam jovens e belas a vida toda.

 E quando a morte viesse elas iriam de cabeça erguida, como as mocinhas desfilam nas passarelas da moda.

Dariam um chute na decrepitude e na prostração. É com as mulheres do
cinema que a velhice se torna mais acintosa. Sem querer a gente
acompanha o envelhecimento delas, pelos filmes em que atuam.

 Outro dia vi uma foto atual da atriz Helen Hunt. Fiquei chocado, pois tinha visto
pouco tempo atras filme em que ela estava jovem e cheia de vida.

Mas o nosso tempo por aqui é imposto e não de nossa vontade. Daí termos
que nos conformar com o destino e reforçar a idéia que: Aqui estamos
somente de passagem.

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Nós e o tempo





















Mal passada juventude,
Quando amor sobrepujava,
Uma loucura emanava,
Nos gestos solicitude.

As donzelas bem faceiras,
Com sorrisos assentiam,
Inocentes consentiam,
Do amor as louvadeiras.

Reinava em tudo alegria,
Nos momentos, nas horas.
E o paraíso indo embora,
Nos minutos do dia.

Hoje porém degenero,
Pensamentos abaixo,
Quando procuro não acho,
O entusiasmo que quero.

Só vejo problemáticas,
Só encontro nervosinhas.
Lamentações e coisinhas,
Nas cabeças emblemáticas.

Quase todas assim são.
A procuro tempo inteiro.
Uma agulha no palheiro,
Um sinal ,uma missão.
Não encontrando razão,
Ou achando paradeiro.

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