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Bandidos na mesa


Foi notícia: Agrotóxico irregular aparece em 28% dos vegetais no Brasil.(Fonte)


Pincelada do Rabix
Segundo pesquisa recente, haverá no Brasil ano que vem (2012) a incidência de 500 mil casos de câncer. Parte dessa quantia adquiriu a doença, comendo veneno.

Temos no mercado dois tipos de veneno que ingerimos todos os dias, sem nenhum controle do governo.Um é o veneno industrial que vem nos alimentos vendidos pela indústria.E outro  é o de agrotóxicos nos vegetais.

Ou vai ou racha...


5/04/2011
Em nome da flora nativa, reservas se rendem a agrotóxico

NATÁLIA CANCIAN  Folha.com
DE SÃO PAULO

Ameaçadas por pragas, reservas ecológicas no país estão fazendo testes com agrotóxicos com o objetivo de garantir a sobrevivência de espécies nativas.

A ideia é combater plantas exóticas e invasoras, como a braquiária, um tipo de capim usado em áreas de criação de gado que ameaça o crescimento de outros vegetais.

O estudo mais recente ocorre no Parque Nacional das Emas, em Goiás. A unidade, com área equivalente a 132 mil campos de futebol, registra a presença de cinco espécies de plantas invasoras.

A sopa da morte



Uso do agrotóxico metamidofós no Brasil será proibido até 2012

Produto pode causar danos a fetos e sistemas neurológico, imunológico, reprodutor e endócrino

17 de janeiro de 2011 Lígia Formenti, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o banimento do agrotóxico metamidofós do Brasil. O produto, usado nas lavouras de algodão, amendoim, batata, feijão, soja, tomate e trigo pode provocar prejuízos para o feto, além de ser prejudicial para os sistemas neurológico, imunológico, reprodutor e endócrino.
Esse é o quarto agrotóxico cuja comercialização é proibida pela Anvisa desde 2008, quando a agência preparou uma lista de reavaliação com 14 produtos suspeitos de provocar danos à saúde.
Além do metamidofós, foram proibidos o cihexatina, o tricloform e o endossulfam. "Nossa expectativa é avaliar todos os produtos da lista neste ano. Até porque certamente novos produtos deverão ser incluídos para reavaliação", afirmou Luiz Claudio Meirelles, gerente geral de toxicologia da Anvisa.
A retirada do metamidofós do mercado brasileiro será feita de maneira programada. Pela decisão, publicada nesta segunda-feira, 17, no Diário Oficial da União, o produto poderá ser comercializado somente até o fim do ano. O agrotóxico poderá ser usado nas lavouras até junho de 2012.
Meirelles afirmou que a retirada programada é feita de forma a não provocar impacto negativo na agricultura. "É preciso também que haja tempo para os produtores se adaptarem e terem acesso a produtos menos tóxicos."
O metamidofós já foi banido nos países da União Europeia, na China, Indonésia, Costa do Marfim, em Samoa, no Paquistão e Japão. De acordo com Meirelles, o produto encontra-se em processo de retirada nos Estados Unidos.
O agrotóxico já havia passado por reavaliação da Anvisa em 2002. Na época, o uso do produto foi restrito, além de a forma de aplicação ter sido alterada. No mesmo ano, também foi realizada a primeira reavaliação de agrotóxicos no Brasil pela Anvisa, com banimento de quatro deles. A análise da lista de 2008, por sua vez, demorou para ganhar ritmo. Por pressões políticas, divergências no governo e ações na Justiça, somente no ano passado as avaliações começaram a ser feitas com maior rapidez.
Para evitar que fabricantes acabem logo com seus estoques, a comercialização do metamidofós até dezembro não poderá ultrapassar a média histórica de vendas. "Vamos fiscalizar o cumprimento dessa determinação", disse Meirelles.
Com a decisão da Anvisa, também não serão autorizados registros de novos compostos que levem metamidofós, nem a importação do produto. Terminado o prazo em que a comercialização é permitida, os fabricantes ficarão responsáveis pela retirada das unidades remanescentes do mercado. 
Até 2012 , vão morrer milhares de pessoas que ingerem indiretamente esse veneno junto com os alimentos.O governo se preocupa mais com os empresários do setor do que com a saúde da população. Esse agrotóxico deveria ser banido imediatamente , mesmo causando prejuízo a agricultura, coisa que é só teoria. Parabéns autoridades pelas medidas hipócritas, e como sempre, atrasadas. Ate'2012 vamos continuar tomando a sopa da morte.

Envenenando o povo



















Agrotóxico endosulfam será proibido no País só em 2013
Cruzeiro On Line


O agrotóxico endosulfam, considerado altamente tóxico, associado a problemas reprodutivos e no sistema endócrino, será banido do País só a partir de 31 de julho de 2013. Comissão formada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Ministério da Agricultura (Mapa) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou a decisão nesta 4ª feira (14), durante uma reunião de quase nove horas. O cronograma definido no encontro, no entanto, é mais longo do que o esperado por entidades relacionadas à defesa do meio ambiente e da saúde.

Banido em 45 países, o endosulfam fazia parte de uma lista de 14 agrotóxicos submetidos à reavaliação pela Anvisa, por causa das suspeitas de estarem associados a problemas graves de saúde. O grupo, reunido hoje, decidiu que importações do produto serão proibidas a partir de 31 de julho de 2011. Depois disso, a produção nacional terá de sofrer uma redução gradativa até que, em julho de 2013, a venda e uso do produto esteja totalmente proibido.

A decisão do grupo, cujos termos finais deverão ser divulgados nesta 5ª (15), será enviada à Justiça, onde tramita um pedido liminar para cancelamento imediato do registro do produto. Já estava praticamente descartada a possibilidade de que a comissão tripartite determinasse a suspensão imediata do uso do endosulfam. No entanto, a expectativa era a de que o cronograma fosse mais ágil, com data final para proibição total em 2012.

O endosulfam é o segundo da lista da Anvisa a ter seu destino decidido pela comissão. O primeiro foi a cihexatina, empregada na citricultura, cuja proibição está prevista para 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo. Além do endosulfam, outros dois produtos aguardam reunião da comissão tripartite para ter sua proibição avaliada: adefato e metamidofós.

O endosulfam é usado no cultivo do algodão, cacau, café, cana-de-açúcar e soja. Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA), da Anvisa, divulgado há pouco mais de um mês porém, identificou presença do agrotóxico em 14 de 20 culturas analisadas na pesquisa. Em nenhuma delas o uso do endosulfam era permitido. As principais culturas onde o agrotóxico foi encontrado foram pepino, pimentão e beterraba. (AE)

Então já podemos estar preparados para continuarmos ingerindo veneno, que vem junto com os legumes da feira, por mais três anos.Isso é coisa característica  de um país largado como o nosso, onde não se dá o mínimo valor pela  saúde dos cidadãos.

Morte lenta


















Brasil se torna o principal destino de agrotóxicos banidos no
exterior.

Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo

Campeão mundial de uso de agrotóxicos, o Brasil se tornou
nos últimos anos o principal destino de produtos banidos em
outros países. Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos
dez produtos proscritos na União Europeia (UE), Estados Unidos
e um deles até no Paraguai.

A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Apesar de prevista na legislação, o governo não leva adiante com
rapidez a reavaliação desses produtos, etapa indispensável para
restringir o uso ou retirá-los do mercado. Desde que, em 2000,
foi criado na Anvisa o sistema de avaliação, quatro substâncias
foram banidas.

Em 2008, nova lista de reavaliação foi feita, mas,por divergências
no governo, pressões políticas e ações na Justiça,pouco se avançou.

Até agora, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos à
avaliação, só houve uma decisão: a cihexatina, empregada na
citrocultura, será banida a partir de 2011. Até lá, seu uso é
permitido só no Estado de São Paulo.

Da lista de 2008, três produtos aguardam análise de comissão
tripartite - formada pelo Istituto Brasileiro do Meio Ambiente
(Ibama), Ministério da Agricultura (Mapa) e Anvisa - para serem
proibidos: acefato, metamidofós e endossulfam. Um item, o
triclorfom, teve o pedido de cancelamento feito pelo produtor.
Outro produto, o fosmete, terá o registro mantido, mas mediante
restrições e cuidados adicionais.

Enquanto as decisões são proteladas, o uso de agrotóxicos sob
suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam,
associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de
Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil
tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil t.

"Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam", resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação
Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany
Bochner. Proibido na UE, China, Índia e no Paraguai, o
metamidofós segue caminho semelhante.

O pesquisador da Fiocruz Marcelo Firpo lembra que esse padrão
não é inédito. "Assistimos a fenômeno semelhante com o amianto.
Com a redução do mercado internacional, os produtores
aumentaram a pressão para aumentar as vendas no Brasil." As
táticas usadas são várias. "Pagamos por isso um preço invisível,
que é o aumento do custo na área de saúde", completa.

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, Luís
Rangel, admite que produtos banidos em outros países e
candidatos à revisão no Brasil têm aumento anormal de consumo
entre produtores daqui.

Para tentar contê-lo, deve ser editada uma instrução normativa
fixando teto para importação de agrotóxicos sob suspeita. O
limite seria criado segundo a média de consumo dos últimos anos.
Exceções seriam analisadas caso a caso.

A lentidão na apreciação da lista começou com ações na Justiça,
movidas pelas empresas de agrotóxicos e pelo sindicato das
indústrias. Em uma delas, foram incluídos documentos em que
o próprio Mapa posicionou-se contrariamente à restrição. Só
depois que liminares foram suspensas, em 2009, as análises
continuaram.

Empresas. Representantes das indústrias criticam o formato da
reavaliação. O setor diz não haver critérios para a escolha dos
produtos incluídos na lista. E criticam a Anvisa por falta de
transparência. Para as indústrias, o material da Anvisa não traz
informações técnicas.

A Associação Nacional de Defesa Vegetal critica as listas de
riscos ligados ao uso de produtos, muitas vezes baseadas em
estudos feitos em laboratório. "Não há como fazer estudos de
risco em população expressiva.

A cada dia, mais países baseiam suas decisões em estudos feitos
em laboratórios", rebate o gerente-geral de Toxicologia da
Anvisa, Luiz Cláudio Meireles.


Somos envenenados todos os dias, tanto pelos hortifrutis como
pelos produtos industrializados.O óleo de soja transgênico toma
conta das prateleiras dos supermercados. Casos de alergia 
aumentam dia a dia, coisa que antigamente era mínimo.

Quando for usar tomates e maçãs, láve-os com detergente e bucha.
Não consuma os bonitinhos moranguinhos.Eles são os mais 
carregados de veneno e mais difíceis de lavar. Enquanto o povo
é envenenado, o governo está preocupado com a mediação de
política externa alheia , só para se aparecer e trabalhar para
 eleger uma da turma, para dar continuidade  ao sistema.








O perigo em sua casa

O USO INDISCRIMINADO E A FALTA DE
FISCALIZAÇÃO TORNA O AGROTÓXICO
UM PERIGO CRESCENTE.


















AGROTÓXICOS: PERIGO CRESCENTE
O envenenamento por agrotóxicos atingiu mais de 14 mil
pessoas em 2003, causando 238 mortes. Dez anos antes
houve 6 mil ocorrências, com 161 mortes. O crescimento
expressivo das intoxicações foi identificado em estudo
realizado pelo Sistema Nacional de Informações
Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), coordenado pelo Centro
de Informação Científica e Tecnológica (Cict) da Fiocruz.

Segundo Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox, no
período abordado pela pesquisa (1993-2003) o crescimento
considerável do consumo de agrotóxicos no país transformou
esses produtos na terceira maior causa de intoxicação no
país, atrás apenas dos medicamentos e animais peçonhentos.
“Os números podem ser muito maiores, porque os casos
registrados são, geralmente, de intoxicação aguda, com
sintomas imediatos.

É difícil captar a intoxicação crônica,que se manifesta a longo
prazo”, disse Rosany à Agência FAPESP. O Sinitox dá assistência
à população, em casos de intoxicação,em 36 centros espalhados
em 19 Estados, com coordenação operacional da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O estudo foi realizado a partir das informações obtidas nesses
centros. O resultado não dá conta de todas as ocorrências, já
que não há centros em todos os Estados e a notificação não é
obrigatória.“Como a prioridade nos centros é o atendimento,
os dados estatísticos ficam em segundo plano e, às vezes, há
falta de informações precisas. Mesmo assim, o estudo foi possível a
partir da análise de uma série histórica compilada anualmente”,
disse Rosany. O estudo considerou os dados obtidos até 2003,
uma vez que não houve consolidação das informações posteriores.

CONSUMO EXAGERADO

No estudo, o Sinitox trabalhou com 17 agentes tóxicos divididos
em quatro categorias: de uso agrícola, uso doméstico, uso
veterinário e raticidas. No período analisado, os casos de
envenenamento por raticidas cresceram 54% na região Sul, 206%
no Centro-Oeste e 350% no Norte do país. No Nordeste, os agentes
tóxicos que mais registraram crescimento foram os de uso agrícola,
com uma alta de 164%.

No Sudeste, os acidentes aumentaram principalmente com produtos
veterinários: 309%. O Sinitox aponta para a relação entre faixa
etária e os quatro tipos de intoxicação. As crianças com idade entre
1 e 4 anos são as maiores vítimas de envenenamento por agrotóxicos
de uso doméstico (28,7%), por produtos veterinários (21%) e por
raticidas (23,9%).

Já os adultos jovens, na faixa de 20 a 29 anos, são os mais acometidos
pelas intoxicações por produtos de uso agrícola (23,2%).
Rosany acredita que o consumo exagerado de agrotóxicos é a
razão fundamental para o aumento em todos os casos, aliado ao
demográfico e ao mau uso dos produtos. No campo, segundo a
pesquisa, o risco de intoxicação é o dobro do registrado nas áreas
urbanas. “Sabemos que o trabalhador do campo não está preparado
para lidar com esses agentes tóxicos de alta letalidade, pois tem baixa
escolaridade, más condições de trabalho e não é orientado”, disse.

AMEAÇA CLANDESTINA

O caso mais grave, segundo Rosany, é o do produto conhecido
popularmente como “chumbinho”, utilizado indevidamente como
raticida. “O chumbinho é o grande fantasma hoje. Trata-se de um
agrotóxico de uso agrícola que, há alguns anos, começou a ser
utilizado como raticida. É péssimo para essa finalidade, mas acabou
criando um mito que tem matado muita gente”, diz.

Utilizado em lavouras de café e batata, o chumbinho tem toxicidade
tão alta que precisa ser enterrado para a aplicação agrícola. “Levam
esse produto para a cidade, fracionam em pacotes pequenos e vendem
até no comércio ambulante. Aqui no Rio de Janeiro, o IML recebe
pelo menos um caso por semana relacionado a esse produto. No
Nordeste o quadro é trágico – há morte quase todos os dias”,
alertou Rosany.

A coordenadora do Sinitox explica que em casos de intoxicação é
necessário procurar serviço médico. Em caso de dúvidas e
esclarecimentos, a população pode entrar em contato com o
Disque-Intoxicação da Anvisa. O telefone é 0800-722-6001, a ligação
é gratuita e o usuário é atendido por uma das 36 unidades da Rede
Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
(Renaciat), presente em 19 Estados.

Mais informações: www.fiocruz.br/sinitox

Eu conheci um sitiante que ficou viuvo. Sua mulher começou a se sentir mal
e foi levada para o hospital ,onde pouco tempo depois veio a falecer.
Os médicos fizeram uma análise para saber o que realmente foi a causa da
morte . Depois de exames laboratoriais chegaram a conclusão que foi por
envenenamento.

Daí chamaram os filhos do casal urgentemente e exporam a situação: Se
fizessem o laudo da morte como envenenamento, certamente que o pai
deles seria indiciado pela justiça. Ficaria então a critério dos filhos
decidirem . Eles decidiram então por um laudo fictício , para não complicar
a vida do pai.

Os familiares depois disso apuraram a causa e descobriram que o pai em
sua total ignorância guardava os agrotóxicos com todo carinho, dentro de
casa. Como a esposa era a que ficava todo tempo por ali, foi a mais
contaminada. O marido como não parava em casa, não teve problemas.

Sempre eu digo que as coisas no Brasil são todas largadas. A historia
comprova isso. Quando eu tinha 13 anos, na década de 50,trabalhei em
um empório onde se vendia Arsênico e BHC aos picados. Chegava um
freguês e pedia 100 gramas do produto, e eu ia lá, abria o saco de papel
tirava com uma conchinha , levava ate´a balança e embrulhava com
jornal, como se fosse qualquer produto inofensivo.Tinha também o
agrotóxico chamado "Gamexame" ( especial para matar saúvas)que
vinha em engradados de madeira, dentro de litros de vidro com a boca
lacrada com gesso. Nas prateleiras havia um estoque de latinhas pretas
do chamado "Pó caveira".


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