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O dono da ferrovia
Foi notícia: Mp apreende bens de ex-presidente da Valec (Fonte)
Pincelada do Rabix
Deviam mudar o nome do Brasil para "Corrupsil".Dizem que a corrupção não é invenção da terra, mas fizeram um belo aperfeiçoamento nela.Agora a impunidade, é coisa nossa.Foi feita por aquí mesmo, na fábrica do planalto.
A guerra das quadrilhas
Foi notícia:Mensalão versus caso Cachoeira: é a guerra do fim do mundo.(Fonte)
Pincelada do Rabix
A guerra está começando.O povo vai ser o espectador.Os participantes: Oposição,situação e todos os envolvidos de uma forma ou de outra com os esquemas cachoeirísticos e com a maior invenção dos petralhas, o mensalão.
Declaração de um cidadão
VIVEMOS A IMPUNIDADE

Juiz: "Não há Estado policial. Vivemos a impunidade". Sessão de protocolo do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, com pilhas de processos entrando na fila de análises do órgão máximo do Judiciário brasileiro.
A Operação Satiagraha, da Polícia Federal, teve um dos seus rasgos mais profundos no poder Judiciário. A começar pela soltura do banqueiro Daniel Dantas, bancada pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, as investigações abriram crises sucessivas entre magistrados e ministros.
Com a revelação de grampos contra Mendes, o debate jurídico passou a questionar os limites do uso de interceptações telefônicas para desbaratar organizações criminosas. Ânimos acirrados, os juízes se organizam na contra-corrente, destacando a importância dos grampos legais no combate a quadrilhas complexas.
O juiz federal Sérgio Fernando Moro, da vara especializada no combate à lavagem de dinheiro, em Curitiba, integra o coro dos que questionam a existência de um "Estado policial" no Brasil (tese fermentada após as prisões de Daniel Dantas, do especulador Naji Nahas e do ex-prefeito Celso Pitta).
Para ele, a Operação Satiagraha foi a "gota d'água" no processo de intimidação dos juízes brasileiros.
- Nós ainda somos o país da impunidade mais do que qualquer outra coisa. Nesse contexto de grande impunidade, especialmente em relação à criminalidade grave e ao crime complexo, organizado, de colarinho branco, me parece assim sem base empírica afirmações no sentido de que vivemos num Estado policialesco - diz Moro, em entrevista a Terra Magazine.
O magistrado destaca a importância de interceptações legais e não desaprova a criação de uma central de registro de escutas no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mas vê riscos para o sigilo de investigações.
- A única preocupação é o que vai se fazer com isso depois. Se o CNJ ou as corregedorias vão ter a sensibilidade necessária pra identificar quando é uma situação de abuso ou uma situação de uso normal do instrumento.
Nós , cidadãos comuns, sabemos somente que a coisa não vai bem. Aliás, nunca foi. A justiça para a maioria é perversa e implacável. Para uma minoria é santa e benevolente.Tem que haver algo errado no reino do Lula. E isso abrange tanto as leis como os homens.

Juiz: "Não há Estado policial. Vivemos a impunidade". Sessão de protocolo do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, com pilhas de processos entrando na fila de análises do órgão máximo do Judiciário brasileiro.
A Operação Satiagraha, da Polícia Federal, teve um dos seus rasgos mais profundos no poder Judiciário. A começar pela soltura do banqueiro Daniel Dantas, bancada pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, as investigações abriram crises sucessivas entre magistrados e ministros.
Com a revelação de grampos contra Mendes, o debate jurídico passou a questionar os limites do uso de interceptações telefônicas para desbaratar organizações criminosas. Ânimos acirrados, os juízes se organizam na contra-corrente, destacando a importância dos grampos legais no combate a quadrilhas complexas.
O juiz federal Sérgio Fernando Moro, da vara especializada no combate à lavagem de dinheiro, em Curitiba, integra o coro dos que questionam a existência de um "Estado policial" no Brasil (tese fermentada após as prisões de Daniel Dantas, do especulador Naji Nahas e do ex-prefeito Celso Pitta).
Para ele, a Operação Satiagraha foi a "gota d'água" no processo de intimidação dos juízes brasileiros.
- Nós ainda somos o país da impunidade mais do que qualquer outra coisa. Nesse contexto de grande impunidade, especialmente em relação à criminalidade grave e ao crime complexo, organizado, de colarinho branco, me parece assim sem base empírica afirmações no sentido de que vivemos num Estado policialesco - diz Moro, em entrevista a Terra Magazine.
O magistrado destaca a importância de interceptações legais e não desaprova a criação de uma central de registro de escutas no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mas vê riscos para o sigilo de investigações.
- A única preocupação é o que vai se fazer com isso depois. Se o CNJ ou as corregedorias vão ter a sensibilidade necessária pra identificar quando é uma situação de abuso ou uma situação de uso normal do instrumento.
Nós , cidadãos comuns, sabemos somente que a coisa não vai bem. Aliás, nunca foi. A justiça para a maioria é perversa e implacável. Para uma minoria é santa e benevolente.Tem que haver algo errado no reino do Lula. E isso abrange tanto as leis como os homens.
A arte de se esquivar.
Fico sempre admirado em ver nossos representantes se esquivarem de responsabilidades que claramente lhes são atribuidas. Ontem na entrevista que o presidente deu a jornalistas sobre o caso da missionária assassinada no Pará , ele fez questão de frizar que falava como um cidadão comum. Se fosse o FHC, diria não ter responsabilidade,porque não é sheriff.
Com isso ,Lula se esquivou de quase toda responsabilidade com respeito a providências enérgicas que deveria ter tomado. Um presidente ,tem uma enorme influência em todos os setores da sociedade, mas parece que estão lá somente para serem badalados no dia a dia , cheio de tarefinhas light.
A preocupação maior é o ôlho da imprensa internacional que segue o caso passo a passo.Seria desagradável ouvir perguntas indiscretas em suas viagens turísticas pelo mundo, de por que o país é campeão na impunidade.
Ha´muito poderia ( nâo só ele, mas todos os passados pelas sombras agradáveis planaltinas) tomar medidas enérgicas e exigir as reformas do judiciário com urgência e perfeição. Somente assim teriamos um sistema mais justo e mais rígido. Ele deveria se espelhar nos prefeitos das pequenas cidades dos anos sessenta , que dominavam toda a comunidade com mão de ferro.
Conheci um que influenciava em tudo.Na escola primaria estadual, na delegacia, na igreja católica e até na pequena agência do banco Bamerindus,dizendo quem seria o segurança. Naqueles tempos o serviço de segurança não era terceirizado. Na fila do empreguinho os admitidos, eram seus parentes. Nos concursos para professores, da prefeitura ,os primeiros colocados sempre eram seus parentes também.
Nestes assuntos parece que o presidente já é especialista. Naquela época ,vivíamos sob o regime totalitário e não havia para quem reclamar e tinha-se como bom conselho, de nada reclamar mesmo.
Os prefeitos eram protegidos de forma total com uma capa do partido governista ,chamada ARENA. Nas eleições ninguem queira ser candidato da oposição.
Daí vinha, Arena 1, Arena 2 e assim por diante. Hoje ja estamos em um projeto democrático onde poderia ser feito muita coisa favorável ao povo.
Afinal , o país é o povo, como teóricamente dizem.
Mas por enquanto a unica coisa boa deste regime, é podermos dar nossa opinião pela rede. Ésta sim goza de democracia plena . Pelo menos ate´agora.
Com isso ,Lula se esquivou de quase toda responsabilidade com respeito a providências enérgicas que deveria ter tomado. Um presidente ,tem uma enorme influência em todos os setores da sociedade, mas parece que estão lá somente para serem badalados no dia a dia , cheio de tarefinhas light.
A preocupação maior é o ôlho da imprensa internacional que segue o caso passo a passo.Seria desagradável ouvir perguntas indiscretas em suas viagens turísticas pelo mundo, de por que o país é campeão na impunidade.
Ha´muito poderia ( nâo só ele, mas todos os passados pelas sombras agradáveis planaltinas) tomar medidas enérgicas e exigir as reformas do judiciário com urgência e perfeição. Somente assim teriamos um sistema mais justo e mais rígido. Ele deveria se espelhar nos prefeitos das pequenas cidades dos anos sessenta , que dominavam toda a comunidade com mão de ferro.
Conheci um que influenciava em tudo.Na escola primaria estadual, na delegacia, na igreja católica e até na pequena agência do banco Bamerindus,dizendo quem seria o segurança. Naqueles tempos o serviço de segurança não era terceirizado. Na fila do empreguinho os admitidos, eram seus parentes. Nos concursos para professores, da prefeitura ,os primeiros colocados sempre eram seus parentes também.
Nestes assuntos parece que o presidente já é especialista. Naquela época ,vivíamos sob o regime totalitário e não havia para quem reclamar e tinha-se como bom conselho, de nada reclamar mesmo.
Os prefeitos eram protegidos de forma total com uma capa do partido governista ,chamada ARENA. Nas eleições ninguem queira ser candidato da oposição.
Daí vinha, Arena 1, Arena 2 e assim por diante. Hoje ja estamos em um projeto democrático onde poderia ser feito muita coisa favorável ao povo.
Afinal , o país é o povo, como teóricamente dizem.
Mas por enquanto a unica coisa boa deste regime, é podermos dar nossa opinião pela rede. Ésta sim goza de democracia plena . Pelo menos ate´agora.
O drama continua. A impunidade também.

ACIDENTE NUCLEAR.
As novas vítimas do césio.
Quatorze anos depois do maior desastre
atômico brasileiro, o governo de Goiás prepara
a inclusão de mais 600 pessoas na lista de vítimas.
O Ministério Público estadual descobriu pelo
menos oito mortes não contabilizadas na
estatística oficial da tragédia.
Cristina Ávila ,da equipe do Correio.
Sergio Amaral.
Zilda era a funcionária Responsável pela faxina da casa que abrigou os contaminados: contraiu câncer. O césio 137 ainda faz vítimas em Goiânia. Investigação feita pelo Ministério Público de Goiás desde março aponta pelo menos oito novas vítimas fatais do maior acidente nuclear da história do Brasil, ocorrido em 1987. Nenhuma delas está incluída na relação de dez mortos reconhecida oficialmente.
‘‘Essas pessoas estão morrendo à míngua’’, afirma o promotor Marcus Antônio Ferreira Alves, responsável pelo levantamento.
Os casos descobertos agora são de funcionários civis e militares convocados para remoção do lixo atômico e segurança das áreas de risco. Fazem parte de um universo de 616 pessoas envolvidas nesse trabalho.
O Ministério Público quer incluir todos na lista de vítimas do césio. Foram ignorados num cadastro feito logo após o acidente, que registra outros 600 nomes de servidores públicos e moradores das áreas atingidas.
O governo estadual prepara uma revisão da lista de atingidos pelo césio com base nas informações do Ministério Público. ‘‘Ainda não sabemos o tamanho real do problema, mas até o final do ano assinaremos um documento que vai acrescentar outras vítimas do acidente nuclear’’, diz o chefe do Gabinete Civil do governo de Goiás, Jonathas Silva.
A nova relação será decidida pela Superintendência Leide das Neves, órgão estadual criado no início de 1988 para acompanhar os acidentados. ‘‘Devemos incluir todos os policiais e funcionários civis que trabalharam no isolamento da área e no depósito de lixo atômico, mesmo sem sintomas de doenças’’, afirma a médica oncologista Maria Paula Curado, superitendente da Leide das Neves.
O levantamento do Ministério Público aponta 379 PMs, 220 servidores do Consórcio Rodoviário Intermunicipal (Crisa), 15 bombeiros e duas garis da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurb). Ferreira Alves propõe o pagamento de pensões vitalícias de R$ 360,00 para os civis e uma promoção de três patentes para os militares. O benefício depende de aprovação da Assembléia Legislativa de Goiás e seria concedido também aos filhos dessas pessoas nascidos depois do acidente.
Na última semana, o Correio Braziliense visitou três pessoas doentes que fazem parte da lista do Ministério Público. Uma delas, Zilda Maria de Jesus, 49 anos, tem câncer no cérebro e no pescoço. Fez quatro cirurgias esse ano e não tem mais esperança de vencer a doença. Nilton Pereira, 56 anos, também tem câncer no pescoço. O soldado Marques de Souza Rodrigues, 37 anos, tem câncer no cérebro. Júnior, filho dele, nasceu com má-formação em uma das válvulas do coração.
Além das oito novas mortes documentas pelo Ministério Público, levantamento feito pelo Crisa contabiliza mais três vítimas fatais. Também serão analisadas pelo governo.
“EU DRIBLEI A IMPRENSA”
A tragédia do césio foi maquiada.
O responsável pela coordenação dos funcionários públicos que faziam a remoção do lixo atômico, Mário Rodrigues, conta que na época os jornalistas foram enganados.
“Muitas vezes eu driblei a imprensa. A gente desligava os aparelhos que mediam índices de contaminação quando os jornalistas chegavam, e dizia: tá vendo, não tem irradiação, o alarme não disparou.
Os repórteres não entendiam nada, tinham que acreditar”
Eram divulgadas informações erradas. ‘‘Uma vez, um dos caminhões com lixo radioativo tombou e a televisão ficou sabendo. Imediatamente, nós deixamos escapar uma notícia falsa do local do acidente. Todos foram para o lugar errado.’’ Mário não sabia sobre os danos do césio. Ele mesmo se expôs à radiação.
Memória.
O INFERNO ERA AZUL.
Júlio Alcântara 6.10.87
Fiscal mede irradiação de uma criança vizinha a área exposta ao césio, em Goiânia
13 de setembro de 1987
Dois catadores de papel encontram um equipamento médico no prédio em ruínas do Instituto Goiano de Radiologia.Furtam um cilindro que faz parte do aparelho, onde está o césio 137, e o levam para a rua 57, casa de um deles. Passam muitas horas dando marretadas no cilindro. No mesmo dia, os dois começam a passar mal, com diarréia e vômitos intensos.
14 e 15 de setembro.
As diarréias e vômitos melhoram, mas queimaduras se multiplicam pelo tórax, braços e pernas. Os cabelos começam a cair.
18 de setembro
Roberto e Wagner vendem o cilindro para o dono do ferro-velho da rua 26, Devair Alves Ferreira. Ele percebe que irradia uma luz diferente, e resolve guardá-lo dentro de casa.
A impunidade a caminho.
Após a absolvição do fazendeiro acusado de matar a missionária Dorothy Stang na última terça-feira, o promotor Edson Souza entrará com recurso contra a decisão e pedirá novo julgamento.
Por cinco votos a dois, o Tribunal do Júri de Belém considerou que não havia provas para condenar Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida. A decisão revoltou a família da vítima e entidades de direitos humanos presentes no salão do júri.
O promotor informou ainda que vai fundamentar o recurso alegando que o resultado do julgamento foi contrário às provas dos autos, que apontavam Bida como mandante do crime.
Edson Souza disse também que a apelação será apreciada por uma câmara de desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará, e a decisão sobre se haverá um novo julgamento só deverá ser anunciada no fim do ano.
Este foi o segundo julgamento de Vitalmiro Moura, condenado em maio do ano passado a 30 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. O fazendeiro, que estava preso desde 2005, foi libertado já na noite da última terça, após o resultado do julgamento.
Rayfran Sales, que confessou ter sido o executor da missionária, também foi julgado na última terça e teve a pena de 28 anos de prisão confirmada.
O júri que absolveu Bida era formado por seis homens e uma mulher. Eles acataram a tese da defesa de negativa de autoria de mando do crime. O que pesou na absolvição foi o depoimento do pistoleiro favorável ao fazendeiro, assumindo sozinho a autoria do crime. A defesa de Moura festejou a absolvição juntamente com os familiares do fazendeiro.
A missionária Dorothy Stang foi morta com seis tiros em Anapu, a 300 quilômetros da capital paraense, em fevereiro de 2005.
Ela trabalhava com a Pastoral da Terra e comandava o programa em uma área autorizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Comenta-se que testemunhas foram compradas por dez mil reais para deporem em favor do fazendeiro.Agora fica a pergunta que todos fazem: Se foi julgado em primeira instância e condenado a trinta anos de prisão, como no segundo julgamento é inocentado? Onde fica a moral da justiça nessas alturas?
Alí certamente tem manipulação e a justiça como sempre, desprestigiada.
Por cinco votos a dois, o Tribunal do Júri de Belém considerou que não havia provas para condenar Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida. A decisão revoltou a família da vítima e entidades de direitos humanos presentes no salão do júri.
O promotor informou ainda que vai fundamentar o recurso alegando que o resultado do julgamento foi contrário às provas dos autos, que apontavam Bida como mandante do crime.
Edson Souza disse também que a apelação será apreciada por uma câmara de desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará, e a decisão sobre se haverá um novo julgamento só deverá ser anunciada no fim do ano.
Este foi o segundo julgamento de Vitalmiro Moura, condenado em maio do ano passado a 30 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. O fazendeiro, que estava preso desde 2005, foi libertado já na noite da última terça, após o resultado do julgamento.
Rayfran Sales, que confessou ter sido o executor da missionária, também foi julgado na última terça e teve a pena de 28 anos de prisão confirmada.
O júri que absolveu Bida era formado por seis homens e uma mulher. Eles acataram a tese da defesa de negativa de autoria de mando do crime. O que pesou na absolvição foi o depoimento do pistoleiro favorável ao fazendeiro, assumindo sozinho a autoria do crime. A defesa de Moura festejou a absolvição juntamente com os familiares do fazendeiro.
A missionária Dorothy Stang foi morta com seis tiros em Anapu, a 300 quilômetros da capital paraense, em fevereiro de 2005.
Ela trabalhava com a Pastoral da Terra e comandava o programa em uma área autorizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Comenta-se que testemunhas foram compradas por dez mil reais para deporem em favor do fazendeiro.Agora fica a pergunta que todos fazem: Se foi julgado em primeira instância e condenado a trinta anos de prisão, como no segundo julgamento é inocentado? Onde fica a moral da justiça nessas alturas?
Alí certamente tem manipulação e a justiça como sempre, desprestigiada.
Coisa antiga.
CRUZADA CONTRA A IMPUNIDADE
Por DAVID NASSER , na revista "O cruzeiro "na década de 50.
Comece a luta dentro de sua casa. Chame as suas filhas, os seus filhos, tôda a família, para uma conversa, e diga-lhes que não esperem muito senão de si mesmos. Que a impunidade é a resposta que nesta terra se dá a tantos crimes contra a vida, contra a honra, contra o patrimônio.
Mata-se no Rio de Janeiro, em um mês, duas vêzes mais que em Londres, em um ano. A vida de um ser humano, na Capital brasileira, é a única mercadoria deflacionária: vale apenas um pedaço de chumbo. Os bandidos cortam a barriga de um pobre chefe de família que volta para casa, roubam-lhe os embrulhos, e, sorrindo, deixam o infeliz estirado numa poça de sangue. Casais são assaltados e levam tiros no rosto.
A violência, o latrocínio, a morte fria campeiam impunemente pela cidade - e não se vê uma atitude decisiva, um grito de advertência, como se estivésemos acostumados a isto, como se tudo fôsse natural. A impunidade forja os maus exemplos. Novos bandidos surgem. Novas quadrilhas de marginais se formam - e a impunidade continua.
O Chefe de Polícia pode fazer justiça, fazer limpeza, livrar a cidade de assassinos irrecuperáveis - mas, apenas os assassinos que vieram dos morros, que vieram da sarjeta, que vieram do SAM desaparecem. Os abastados ficam.
Os mocinhos, filhos de pais ricos, que se divertem com a honra das meninas inexperientes, que se valem do dinheiro dos pais, do dinheiro que lhes dará a impunidade quando se tornar necessário. (E quase nunca se torna necessário, a não ser quando as coisas se agravam, como no caso Aída Cúri.)
Dedicamos esta reportagem, primeiro às mocinhas, mesmo às mais sensatas, lembrando que a virtude precisa ser protegida. Depois, aos pais de família, para que conheçam os perigos que suas filhas (e os seus filhos) correm todos os dias, tôdas as noites nesta cidade.
Ao Presidente da República, que, afinal, também tem filhas, e sabe o que isto representa. Finalmente, aos juízes íntegros, para que não deixem impunes tais crimes, a fim de que, exausto, cada pai de família atingido não venha a fazer justiça com as suas próprias mãos.
Por DAVID NASSER , na revista "O cruzeiro "na década de 50.
Comece a luta dentro de sua casa. Chame as suas filhas, os seus filhos, tôda a família, para uma conversa, e diga-lhes que não esperem muito senão de si mesmos. Que a impunidade é a resposta que nesta terra se dá a tantos crimes contra a vida, contra a honra, contra o patrimônio.
Mata-se no Rio de Janeiro, em um mês, duas vêzes mais que em Londres, em um ano. A vida de um ser humano, na Capital brasileira, é a única mercadoria deflacionária: vale apenas um pedaço de chumbo. Os bandidos cortam a barriga de um pobre chefe de família que volta para casa, roubam-lhe os embrulhos, e, sorrindo, deixam o infeliz estirado numa poça de sangue. Casais são assaltados e levam tiros no rosto.
A violência, o latrocínio, a morte fria campeiam impunemente pela cidade - e não se vê uma atitude decisiva, um grito de advertência, como se estivésemos acostumados a isto, como se tudo fôsse natural. A impunidade forja os maus exemplos. Novos bandidos surgem. Novas quadrilhas de marginais se formam - e a impunidade continua.
O Chefe de Polícia pode fazer justiça, fazer limpeza, livrar a cidade de assassinos irrecuperáveis - mas, apenas os assassinos que vieram dos morros, que vieram da sarjeta, que vieram do SAM desaparecem. Os abastados ficam.
Os mocinhos, filhos de pais ricos, que se divertem com a honra das meninas inexperientes, que se valem do dinheiro dos pais, do dinheiro que lhes dará a impunidade quando se tornar necessário. (E quase nunca se torna necessário, a não ser quando as coisas se agravam, como no caso Aída Cúri.)
Dedicamos esta reportagem, primeiro às mocinhas, mesmo às mais sensatas, lembrando que a virtude precisa ser protegida. Depois, aos pais de família, para que conheçam os perigos que suas filhas (e os seus filhos) correm todos os dias, tôdas as noites nesta cidade.
Ao Presidente da República, que, afinal, também tem filhas, e sabe o que isto representa. Finalmente, aos juízes íntegros, para que não deixem impunes tais crimes, a fim de que, exausto, cada pai de família atingido não venha a fazer justiça com as suas próprias mãos.
Impunidade.
Esta semana vamos abordar o tema , impunidade. A impunidade acontece quando alguém comete um crime e não é punido.Isso normalmente faz parte da vida dos grandes bandidos,pessoas influentes e políticos corruptos. Estes últimos são chamados de "Bandidos do colarinho branco", os quais normalmente utilizam-se de subornos e corrupção afim de manterem ao longe os laços da justiça.O historico da impunidade vem de longe. Quem não se lembra do caso do césio de Goiania ?Depois disso vieram outros envolvendo laboratórios multinacionais, CPIs que levam a nada e muitas outros casos que cairam no silencio e dormem no lixo ou nas gavetas da justiça lenta e parcial.Por outro lado ja vimos muitos casos de pequenos furtos por necessidade, serem julgados com mão de ferro e cumprida a implacável lei.Daí o ditado: "Neste país só vai preso ,pobre e negro."Infelizmente é assim. O mais triste é que ninguem, do governo ou dos politicos , se interessa em erguer a bandeira da justiça plena e incorruptivel. Enquanto isso vamos deixar que a justiça Divina continue assumindo o grande problema. Ela pode demorar aos nossos olhos, mas nunca falta.
Nossas CPIs.
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