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Literatura - 22.O tálamo...

                                                                                    22
Ajudei-o a levantar e vendo que ele não acreditava no que eu dizia comecei levá-lo em direção ao ponto de embarque. Ia conversando com ele, tentando descobrir o que houve que o deixou em estado de amnésia. Felizmente ele não estava me conhecendo, o que tornavam as coisas mais fáceis. Ao passar pelo local onde o cão me atacou, não o encontrei como esperava, cheio de moscas o rodeando. Alguém removera a carcaça. Ou sumiu do nada,assim como apareceu. Nem sangue tinha no lugar, denunciando a morte.
----Afinal quem é você?Eu o conheço?---Perguntou ele, caminhando lentamente ao meu lado, enquanto passávamos em frente às casas. Senti novamente olhares ocultos nas sombras, a nos espreitarem. Olhares que me incomodavam. Poderia surgir outro ataque a qualquer momento. Já tinha visto lugares perigosos e de gente esquisita, mas igual aquele ainda não.
----Eu sou um velho conhecido. ----Respondi com sinceridade.
----É meu amigo?
----Nem tanto, mas estou me esforçando. ----O cheiro suave das flores se tornou mais presente. Procurei desviar o assunto para não assustá-lo. Quando chegamos ao local o sol estava a pique e devia ser mais de meio dia. Quando mandei voltar a cama, ele estranhou o objeto familiar no meio do campo e qualquer coisa o fez ficar afastado dela.
Tentei convencê-lo a sentar-se no móvel. Olhando para o lado da vila ,percebi um movimento estranho vindo para o nosso lado. Era uma nuvem negra rasteira, silenciosa e rápida. Continuei tentando fazer Aristides subir na cama. Mais perto, dando para distinguir detalhes, a massa negra se transformou em cães. Dezenas deles, todos iguais, silenciosos e enormes. Mostrei a ele o perigo e quando olhou, me atraquei com o individuo e juntos caímos na cama. Mais rápido ainda acionei o controle. Os primeiros cães já estavam a dez metros de distância. Se fosse atirar neles, acabaria a munição e sobraria muitos para dar cabo da gente. Fomos em segundos para nosso tempo. Eu já estava enjoado daquele lugar e já tinha certeza que os malditos cães iriam estragar o plano de trazê-lo de volta, se eu não fosse rápido. Quando me senti em casa um alivio me envolveu, principalmente ao ver Eliza vindo ao meu encontro, com cara de preocupada. Estava tudo bem, principalmente comigo .A maldita consciência me deixava em paz. Eu e Eliza discutimos por alguns momentos a forma de despacharmos Aristides. Ele esperava, sentado no sofá da sala, tomando um chá que a moça tinha preparado. Não conversava , mas mantinha uma calma, como se estivesse com um retardo mental. Resolvemos que ela o levaria até determinado ponto, longe dali, e acionaria a policia para vir pega-lo. E assim foi feito. Segurando-o pelo braço, como se fosse uma parenta, deixou-o sentado em um ponto de ônibus a cinco quarteirões de casa. Depois ligou para os homens. Antes que eles chegassem, ela o aconselhou a ficar esperando ali, que logo os familiares dele viriam buscá-lo. Tomou um taxi de volta. A partir dali começaríamos uma nova fase de vida.
Eu me sentia leve como uma pluma. Descobri que a felicidade está na paz de espírito. Outro dia saiu a noticia que tinham encontrado o executivo, sequestrado ha uma semana. Ficaram na duvida se era mesmo sequestro ou seria apenas uma perda de memória que acometeu a vítima. No mais estava tudo bem, e ele se recuperava no seio da família. Começamos a analisar o que seria se a memória de Aristides voltasse e ele se lembrasse de tudo que tinha ocorrido. Poderia nos denunciar e dai estaríamos em maus lençóis. Resolvemos que eu deveria me mudar. Eliza ofereceu sua casa, e eu achei um bom plano. Rapidamente fizemos a mudança e lá foi à cama também. A moça não olhava o móvel com bons olhos e não queria mais dormir nele. Eu também não dormia mais no móvel. Tinha os meus receios. Foi colocado em um pequeno quarto nos fundos. Era dali que seria o novo ponto de partida para outros tempos.
Continuamos nossas vidas, mas na expectativa de algum dia o homem resolver contar a verdade. Eu, particularmente achava que isso não ocorreria pelo medo de represálias de nossa parte.
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Certo domingo antes do almoço, enquanto lavava alface para uma salada, Eliza conversava comigo. Eu, sentado a mesa da cozinha olhava um jornal sem interesse e de vez em quando, apreciava os movimentos dela a frente da pia. Dava-me bem com ela... Isso era muito bom.


----Você já pensou alguma vez na possibilidade de ficar rico com essa cama?----Disse, mudando de assunto naturalmente sem alterar o timbre. Ela tinha uma facilidade impressionante para isso.
----Já pensei sim. Mas não tive coragem de levar avante algum plano.
----É mesmo? E o que você planejou?----disse, pegando um limão.
----Entrar num banco, por exemplo, dentro do cofre.

----E haveria essa possibilidade?Perguntou interessada.

Tirando dos necessitados



Foi notícia: Reajuste de aposentado que ganha mais que o mínimo está previsto para ser 5,63%. (Fonte)

Pincelada do Rabix

Vemos nos últimos governos uma resistência irritante quanto ao atendimento a pobreza.Só é liberada pequenas esmolas como bolsinhas  família para os que ja estão quase mortos, para tirar deles o ultimo  fragmento de dignidade em forma de voto.

Ajuda importante




















BRASIL DOARÁ DEZ MILHÕES

O governo brasileiro vai doar mais US$ 10 milhões para a reconstrução
da Faixa de Gaza. O gesto será anunciado pelo chanceler Celso Amorim
durante a Conferência de Doares em Apoio à Economia Palestina em
Sharm El-Sheikh, Egito. O efeito esperado em Brasília é a atenção dos
cerca de 70 países presentes ao encontro sobre o interesse brasileiro
em atuar diretamente em favor da solução do conflito Israel-Palestina.

Do ponto de vista do Itamaraty, a solução do conflito depende
essencialmente do acerto entre as duas principais forças políticas na
Palestina, o Hamas, que controla Gaza, e o Fatah, autoridade política
de fato, mas cuja ação se limita à Cisjordânia. Intermediadas pelo Egito,
as negociações avançaram para o compromisso de formação de governo
de unidade nacional até o final deste mês.

A expectativa é de que a reunião de Sharm El-Sheikh crie as bases para
que, em uma segunda etapa, sejam retomadas as conversas entre a
Autoridade Palestina e o novo governo de Israel, em formação pelo
primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O governo brasileiro pretende
mostrar-se útil justamente nessa fase. (AE)
Cruzeiro do sul

O negócio do governo é querer se aparecer perante a comunidade mundial.
Poderia deixar para os países ricos providenciarem essa ajuda. Os petralhas
estão imitando o governo da Venezuela ,que fazia doações aos pobres dos
EUA.Enquanto isso, os pobres daqui ficam com a bolsa familia, que se mostrou
infalível na aquisição de votos dos flagelados.
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Olhando de cima


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Na foto de cima , vemos Luiz da Silva olhando o estrago feito pelas chuvas
em Itajaí - SC. Na de baixo vemos o Bush olhando estrago feito pelo furacão
katrina. Qualquer semelhança é pura coincidencia . A única coisa em comum é
que os dois levaram tres dias para irem até o local da desgraça. Os lá do norte,
são ricos e certamente o governo tem verbas para êsses casos de calamidades,
que todo ano acontece como o natal ou dias das bruxas. Por aqui as coisas ja
são
um pouco diferentes, embora sempre procuremos imitá-los
principalmente nas
coisas ruins que inventam por lá.

Esses olhares tristes e preocupados para os pobres lá em baixo nada tem a ver
com ajuda imediata ou providencias urgentes. Tem mais de querer aparecer
e ser comentado nos jornais televisivos qual um " fiquem tranqüilos que o
papai
veio ver o que aconteceu". A maior ajuda , mais sincera e farta de
recursos
veio mesmo da população , que nunca deixa de socorrer seus
semelhantes.
Nisto o povo brasileiro é um bem aventurado. Quanto ao
governo,ficará na
velha posição do faz de conta.


Desmatamento causa tragédia.






















SC: desmatamento pode ter contribuído para tragédia.
O desmatamento da Mata Atlântica pode ter contribuído para a
tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina. É o que avalia
o professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade Federal de Santa Catarina, Lino Brangança Peres.

"As árvores foram substituídas por casas e vegetação rasteira, o
que contribuiu para a erosão. Esses deslizamentos aconteceriam
mais cedo ou mais tarde, as fortes chuvas desses dois meses
apenas aceleraram esse processo", explica.

A floresta cobria uma área de aproximadamente 1,29 milhão de
km quadrados, em 17 estados brasileiros, incluindo Santa Catarina.
O bioma ocupava cerca de 15% do território nacional. Atualmente,
apenas 7% desse total permanece intacto.

O desmatamento da Mata Atlântica está diretamente ligado à
expansão das cidades brasileiras. E, na opinião do professor, a
ocupação desordenada dos municípios pode ser outro fator para
a catástrofe no Vale do Itajaí.

"Choveu muito acima da média, mas isso é apenas parte do
problema. O modelo de ocupação irregular das cidades do Vale
do Itajaí contribuiu para que isso acontecesse. E tudo com a
conivência do poder público", explica o professor.

Segundo Peres, as primeiras residências na região surgiram
durante o século 19, época da imigração de europeus para o
rasil, próximas aos rios. No século 20, as pessoas passaram a
ocupar os morros e encostas. "O planejamento municipal começou
muito tarde no Brasil, na década de 70, quando as cidades já tinham
crescido", conta.

A solução, na avaliação do urbanista, é o governo realocar a
população dos morros e encostas para outros locais mais seguros.
"O problema é que boa parte das áreas adequadas já foram
ocupadas", ressalta.

Esse fato não é novo. Na natureza sempre há uma resposta para
qualquer intervenção.Geralmente essa resposta não é boa para
o ser humano. Os ecologistas e as ongs defensoras do meio ambiente
estão carecas de tanto alertar, denunciar e avisar sobre o
desmatamento, as queimadas a poluição e tudo mais que ataque a
natureza.

Infelizmente , como sempre digo, depois que o desastre acontece, daí
que o governo busca soluções. Não existe no estado um órgão que
trabalhe com a prevenção. E o presidente populista aproveita o fato
para sobrevoar a área atingida, como se isso resolvesse alguma coisa.

Daí diz que vai abrir crédito para o financiamento de imóveis.
Ninguém quer ficar devendo para banco. A obrigação do estado
é construir novas casas para os flagelados em lugar seguro e
somente assim se resolve o problema. Dinheiro , tem...