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Enterrando o estado

Foi notícia:   Mais uma noite violenta em SP termina com 12 mortos e 10 feridos. (Fonte)

Pincelada do Rabix
Parece que  os governos, usufruindo do conforto de seus palácios temporários e se sentido tranquilos,  com um batalhão de seguranças sempre ao redor, ficam com os olhos enevoados e não conseguem ver a realidade da vida dos cidadãos sob sua tutela.

Campeão dos campeões


Foi notícia: Um milhão de homicídios em trinta anos (Fonte)


Pincelada do Rabix
Um milhão de casos testemunhando a ineficiência dos governos em administrar a segurança pública no país.Os números são avassaladores, colocando  o país junto com outros onde a guerra e a anarquia  são constantes.O Brasil é  o campeão dos campeões

Candidato potencial



19/07/2011 - 09h57
Um morre a cada 3 dias em sanatórios da região de Sorocaba (SP)

Folha.com
DE SÃO PAULO

Uma pesquisa aponta que sete hospitais psiquiátricos da região de Sorocaba (a 99 km de São Paulo) registraram mais mortes que todos os outros de mesmo porte do Estado no ano de 2010. Foram 104 óbitos --um a cada três dias-- contra 93 em outras 19 unidades.

A informação é da reportagem de Luiza Bandeira publicada na edição desta terça-feira da Folha. 

Onda perversa

Os matadores de animais deveriam ir para um mundo onde somente os  bichos dominassem
  22/05/2011
           Interior vive onda de matança de animais
Folha.com
ANA SOUSA
DE RIBEIRÃO PRETO

A vira-lata Cindy foi encontrada morta após ser espancada em Sales Oliveira (363 km de São Paulo) há menos de um mês. O caso faz parte de uma série de mortes criminosas de animais registradas no interior paulista.

O último carnaval


Estradas têm o carnaval mais violento da história: quase 50% mais mortes
Com movimento maior nas rodovias, número de acidentes e feridos subiu quase 30%, segundo polícia rodoviária
10 de março de 2011
Solange Spigliatti - Central de Notícias

SÃO PAULO - O carnaval 2011 foi considerado o mais violento da história, segundo a Polícia Rodoviária Federal, devido ao aumento no número de acidentes, feridos e principalmente no número de mortes, que chegou a ser quase 50% superior em relação ao ano passado.


Segundo balanço final da PRF, divulgado nesta quinta-feira, 10, foram registrados 4.165 acidentes (28,7%), deixando 2.441 feridos (27,4%) e 213 mortos (47,9%). No ano passado, o balanço da Polícia Rodoviária Federal mostrou que 143 pessoas morreram em 3.233 acidentes. Outras 1.912 ficaram feridas.


O Estado de Minas foi onde foram registrados mais acidentes, totalizando 880, e o segundo em número de mortes, com 29 vítimas. Santa Catarina, o primeiro no ranking de óbitos, registrou 36 mortos em suas estradas neste carnaval.


Trânsito. Em várias rodovias importantes do País, sobretudo nos corredores viários que ligam o interior ao litoral, foi registrado aumento impressionante do fluxo de veículos.


Em Minas Gerais, as vias que levaram os foliões às cidades históricas do Estado, além de Bahia e Espírito Santo, observaram crescimento de até 50% no volume de tráfego em relação ao mesmo período do ano passado.


No Pará, a BR-316, que liga Belém aos balneários de Mosqueiro e Salinópolis, viu a circulação média diária saltar de 50 veículos / minuto em 2010, para 70 veículos / minuto em 2011.


No Rio de Janeiro, mesmo com o advento de uma faixa reversível de oito quilômetros, a Polícia Rodoviária Federal registrou mais de 17 quilômetros de lentidão na BR-101 Norte, que faz ligação entre a capital fluminense e a Região dos Lagos.


Em Pernambuco, todo movimento de foliões esteve concentrado na BR- 101, que corta Recife e Olinda. A mesma estrada, que serve como porta de entrada para o Estado, também é passagem obrigatória para aqueles que seguem em direção ao litoral Sul ou Norte.


Drogas. Durante a operação Carnaval da PRF, foi apreendida grande quantidade de drogas, entre elas uma tonelada de cocaína, 338 quilos de maconha e seis mil pedras de crack.

Trânsito que mata.

MORTES NO TRÂNSITO SE IGUALAM A HOMICÍDIOS















Em São Paulo a possibilidade de ser assassinado é a mesma de morrer em um acidente de trânsito. Em 2001 para cada morte no trânsito aconteciam 4 homicídios. Hoje , a proporção é de 1 para 1, segundo um levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde.

Enquanto os homicídios caíram 71,15%, os acidentes de trânsito aumentaram 9,63%.O secretário Municipal dos Transportes e presidente da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) ,Alexandre Morales, culpa o aumento na frota que circula pelas ruas.

Para especialistas o aumento da frota não é um fator que contribui para as mortes.Eles acham que o problema é o relaxamento em relação ao Código Nacional de Trânsito. A entrada em vigor do código em 1997, ocasionou uma drástica queda no número de mortes no trânsito em São Paulo. Essa estatística ficou estável até 2004. Mas em 2007 houve um aumento considerável.

Todos tem suas opiniões, mas na verdade o grande problema é o tamanho da cidade. Na América latina as capitais incham com o tempo e os políticos veem isso como um fator benéfico.Vejam vocês a disputa pela candidatura a prefeito.

Enquanto em países do primeiro mundo há um controle do aumento populacional , aqui se esquecem dos problemas que isso acarreta. Votos reunidos são melhores que espalhados.

Vejam por exemplo, New York, Paris ou Londres. Paris, considerando a idade da cidade, deveria ser hoje muito maior que São Paulo. Administrar cidades não é só cobrar IPTUs e ficar planejando a reeleição.Tem muito mais coisa atrás disso.

A Cidade do México é um exemplo igual ao nosso.Então a melhor solução é está, que já foi tentada pelo Paulo Maluf, quando era governador na época da ditadura militar. Não sei porque desistiu.Mudar a capital para o interior.Talvez nem surta mais grande efeito, considerando o inchaço descomunal.

O melhor seria mandar 50% da população embora , usando incentivos e bloquear a migração .Certamente tudo cairia em 50%. Claro que é uma medida louca, mas é a única solução.
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Escravidão secular 3

O TRABALHO ESCRAVO NA HISTÓRIA DO BRASIL.


Os castigos corporais são comuns, permitidos por lei e com a permissão da Igreja. As Ordenações Filipinas sancionam a morte e mutilação dos negros como também o açoite. Segundo um regimento de 1633 o castigo é realizado por etapas:

Depois de bem açoitado, o senhor mandará picar o escravo com navalha ou faca que corte bem e dar-lhe com sal, sumo de limão e urina e o meterá alguns dias na corrente, e sendo fêmea, será açoitada à guisa de baioneta dentro de casa com o mesmo açoite.

Outros castigos também são utilizados: retalhamento dos fundilhos com faca e cauterização das fendas com cera quente; chicote em tripas de couro duro; a palmatória, uma argola de madeira parecida com uma mão para golpear as mãos dos escravos; o pelourinho, onde se dá o açoite: o escravo fica com as mãos presas ao alto e recebe lombadas de acordo com a infração cometida .

História do Brasil / pg. 34
Luiz Koshiba e Denise Manzi F. Pereira
Ed. Atual

Por que a economia colonial e imperial baseou-se no trabalho escravo?

O latifúndio monocultor no Brasil exigia uma mão-de-obra permanente.
Era inviável a utilização de portugueses assalariados, já que a intenção não era vir para trabalhar, e sim para se enriquecer no Brasil.

O sistema capitalista nascente não tinha como pagar salários para milhares de trabalhadores, além do que, a população portuguesa que não chegava aos 3 milhões, era considerada reduzida para oferecer assalariados em grande quantidade.

Quem foi utilizado como escravo nos períodos colonial e imperial?

Embora o índio tenha sido um elemento importante para formação da colônia, o negro logo o suplantou, sendo sua mão-de-obra considerada a principal base, sobre a qual se desenvolveu a sociedade colonial brasileira.

Na fase inicial da lavoura canavieira ainda predominava o trabalho escravo indígena. Parece-nos então que argumentos tão amplamente utilizados, como inaptidão do índio brasileiro ao trabalho agrícola e sua indolência caem por terra.

A História verdadeira mostra que a reação do nativo foi tão marcante, que tornou-se uma ameaça perigosa para certas capitanias como Espírito Santo e Maranhão. Além da luta armada, os indígenas reagiram de outras maneiras, ocorrendo fugas, alcoolismo e homicídios como forma de reação à violência estabelecida pelo escravismo colonial.

Todas essas formas de reação dificultavam a organização da economia colonial, podendo assim, comprometer os interesses mercantilistas da metrópole, voltados para acumulação de capital. Destaca-se também, a posição dos jesuítas, que voltados para catequese do índio, opunham-se à sua escravidão.

Apesar de todos esses obstáculos, o indígena é amplamente escravizado, permanecendo como mão-de-obra básica na economia extrativista do Norte do Brasil, mesmo após o término do período colonial.

Por que então que o índio cede lugar para o negro como escravo no Brasil?

A maior utilização do negro como mão-de-obra escrava básica na economia colonial, deve-se principalmente ao tráfico negreiro, atividade altamente rentável, tornando-se uma das principais fontes de acumulação de capitais para metrópole.

Exatamente o contrário ocorria com a escravidão indígena, já que os lucros com o comércio dos nativos não chegava até a metrópole.

Torna-se claro assim, o ponto de vista defendido pelo historiador Fernando Novais, de que "o tráfico explica a escravidão", e não o contrário.

Para os portugueses, o tráfico negreiro não era novidade, pois desde meados do século XV , o comércio de escravos era regular em Portugal, sendo que durante o reinado de D. João II o tráfico negreiro foi institucionalizado com a ação direta do Estado português, que cobrava taxas e limitava a participação de particulares.

Quanto à procedência étnica do negro, destacaram-se dois grupos importantes: os bantos, capturados na África equatorial e tropical provenientes do Congo, Guiné e Angola, e os sudaneses, vindos da África ocidental, Sudão e norte da Guiné.

Interessante observarmos que entre os elementos deste segundo grupo, destacavam-se muitos negros islamizados, responsáveis posteriormente por uma rebelião de escravos ocorrida na Bahia em 1835, conhecida como a Revolta dos Malês.

A resistência do negro: os quilombos.

Desde fugas isoladas, passando pelo suicídio, pelo banzo (nostalgia que fazia o negro cair em profunda depressão o levando à morte) e pelos quilombos, várias foram as formas de resistência do negro à escravidão, sendo a formação dos quilombos a mais conseqüente.

Os quilombos eram aldeamentos de negros que fugiam dos latifúndios, passando a viver comunitariamente. O maior e mais duradouro foi o quilombo dos Palmares, surgido em 1630 em Alagoas, estendendo-se numa área de 27 mil quilômetros quadrados até Pernambuco. Desenvolveu-se através do artesanato e do cultivo do milho, feijão, mandioca, banana e cana-de-açúcar, além do comércio com aldeias vizinhas.

Seu primeiro líder foi Ganga Zumba, substituído depois de morto por seu sobrinho Zumbi, que tornou-se a principal liderança da história de Palmares. Zumbi foi covardemente assassinado em 1695 pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, contratado por latifundiários da região.

Apesar dos muitos negros mortos em Palmaras, a quantidade de escravos crescia muito e em 1681 atingia a cifra de 1 milhão de negros trazidos somente de Angola.

O grande número de negros utilizado como escravos, deixa clara a alta lucratividade do tráfico negreiro, responsável inicialmente pelo abastecimento da lavoura canavieira em expansão nos séculos XVI e XVII e posteriormente nas áreas de mineração e da lavoura cafeeira nos séculos XVIII e XIX respectivamente.