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Literatura-63.O tálamo...

      Direitos reservados                                                                         63
E assim minha vida continuou ate os dias de hoje, tranquila e feliz. Estou mais devagar, tomando remédios para próstata, hipertensão, contando os dias, que parece passam mais depressa. Moramos em um pequeno chalé a beira de uma praia deserta. Gosto do cheiro do mar e da tranquilidade do lugar. Isso só e´interrompido pelo barulho das águas agitadas, ou pelo vento das tempestades. Minha mulher continua a mesma de sempre. Jovem, bonita e cheia de vida. Trata-me carinhosamente e cuida de mim como toda boa esposa cuida de seus velhos maridos. Meus inimigos e meus poucos amigos ficaram todos no passado, perdidos nas camadas do tempo. O meu ex chefe de firma, Aristides, na verdade nunca quis fazer revanche depois que voltou da viagem que eu o resgatei. A gente tinha desconfiado dele, mas era apenas um coincidência de nomes. A diferença era na escrita: Um era Aristides e outro Aristhide. Estava vindo uma nova era, com novas gerações assumindo os lugares das velhas. 

A mim, sobrou o papel de observador. Nunca mais vi Celina. Talvez porque minha vida tornou-se pacata e segura. Também não sonhei mais com ela. Ficou somente como uma personagem no fundo de minhas lembranças. Mas espero encontra-la um dia, nem que seja na hora de minha morte. Certa vez, um psicoanalista me disse que ela era apenas uma criação de minha mente. Nas condições estressantes por que passei, o cérebro criou a personagem e assim eu tinha um apoio extra nas minhas angustias. Mas nunca acreditei nessa teoria. Parei de discutir sobre o assunto, porque se insistisse poderiam me chamar de louco .Os alienígenas me deixaram viver em paz, ou porque não me acharam, ou porque desistiram de mim. O tálamo está agora somente em minhas historias, que ninguém acredita, ainda mais vinda de um velho. Nada posso reclamar da vida no dia de hoje, porque tive as compensações para os meus sofrimentos. Ísis agora está em frente à janela, observando o céu noturno. Gostaria de saber o que ela está pensando. Ela sabe o que tem no infinito espaço estrelado. Foi de lá que ela veio.

                                                                        FIM

Literatura- 9 O tálamo...

                                                                             9
Nesta nova vida, simples,nada tinha de objetivo, mas tinha algo muito precioso: Paz e sossego. Vivia os dias com a cabeça fresca e com tranquilidade. Estava aprendendo a dar valor para as coisas mais simples e práticas,tentando me adaptar ao momento,olhar a vida pelo lado positivo. O novo emprego dava oportunidade de ficar conhecendo muitas pessoas. Era como estar o dia todo exposto em uma vitrine. As amizades surgem nessas circunstâncias. Em pouco tempo fiquei conhecendo muita gente. Naquele burburinho do povo entrando e saindo, fiquei conhecendo Eliza. Moça bem interessante. Não era bonita igual minha ex, mas tinha algo que me atraía, e até hoje não sei explicar suas idas constantes ao banco. Quase sempre se detinha um momento para conversar comigo. A conversa era na maioria das vezes, banalidades. Em pouco tempo já nos considerávamos velhos amigos. Certo dia, a convidei para sair e conversar, livre do tempo e dos compromissos do trabalho. Ela aceitou. Fomos a uma pizzaria, falamos bastante e fiquei conhecendo mais detalhes da sua vida. Ela por sua vez também, fez um monte de perguntas a meu respeito, principalmente sobre o meu casamento fracassado. Interessante a curiosidade feminina. Queria saber também o nome de minha ex-esposa. Eu respondi:-
----Beatriz.
----Bonito nome. ----Eu assenti com a cabeça, e pensei um momento, que não era só o nome bonito, mas toda ela. Procurava medir as palavras , porque sabia que no fundo ela estava me pondo à prova, me analisando. Aquela coisa de: Será que ele ainda gosta dela?...Coisa de mulher. Ela era esperta e dava para perceber, no enlace das palavras e na direção dos assuntos, que ao me cercar com teorias, sempre vinha uma pergunta discretamente. Estava colhendo dados para formar opinião. Mulher inteligente age dessa forma. Nossa amizade foi tomando rumos mais sólidos. Logo estávamos tendo um relacionamento, mas sem regras e sem promessas. Eu achava muito interessante sua personalidade. Era alegre, sempre bem disposta, boa de conversa e meio atiradinha. Esse era um dos itens que eu mais gostava. Era também uma pessoa muito sincera porque contava tudo de sua vida sem omissão. Quando tinha algo a dizer não fazia rodeios e falava francamente. Um dia resolvi convidá-la a ir ate minha casa. Até então, nossas saídas eram publicas. Íamos a shoppings, a cinemas e em restaurantes. Ela aceitou naturalmente como se fosse algo que esperava acontecer. Alertei que, em minha casa, a organização das coisas não era das mais perfeitas,que não fosse ficar chocada com isso, casa de homem só é assim mesmo, pelo menos a minha era. Ela foi em um sábado a tarde. O sol estava se pondo e bandos de pássaros já procuravam abrigo para passar a noite nas poucas arvores do bairro. Pardais procuravam frestas em telhados de casas velhas. A cidade emitia um ruído nervoso de trânsito agitado. Ela entrou naturalmente, como se já conhecesse o lugar. Sentamos no sofá e entabulamos conversa. De repente ,sem qualquer aviso ela pulou em cima de mim me agarrando e cobrindo de beijos. Rolamos do sofá para o chão e fomos parar em baixo da mesa. Bati com a cabeça na perna da mesa. Na hora nada senti pelo envolvimento naquela luta pacífica, que mais parecia uma brincadeira de criança. Por alguns instantes voltei aos meus dias de infância, com os braços dela apertando meu pescoço. Acabou passando a noite comigo. Daí em diante tinha arranjado uma boa parceira. Era amiga e companheira. Parecia que gostava de estar perto de mim. Não almejava nada, não me forçava a nada. Enfim uma bela amizade toda colorida. Nunca falamos em namoro ou coisa do gênero. Para nós, bastava deixar os dias irem correndo, que a gente ia vivendo um por um. A cama que sobrou do casamento, já estava bem velha. Não sei se foi um ataque invisível e silencioso de cupins, ou pela idade da madeira, que um dia Eliza resolveu dar um pulo em cima de mim, e a cama se destroçou toda. Eu estava deitado de costas, e descemos com tudo. Ela, eu e a cama. Depois do susto, pegamos a rir da situação.

----Estava velha mesmo... Eu já ia comprar outra. ----disse, amenizando um pouco a cara de culpa que ela fazia. Essa noite colocamos o colchão no chão e dormimos despreocupados.

Literatura

R.Rosbar                                                                                                                     (Sem revisão)
                                         O TÁLAMO DO TEMPO

                                                   1
Nossa vida é composta de um amontoado de dias que vão se transformando em semanas, meses e anos. É o tempo determinado para cada um passar um período na face da terra. É um tempo que para muitos é longo, para outros é curto. E ainda outros a terminam pela metade. Diz-se que muitas vezes não dá para fazer tudo que se quer ou realizar. Sonhos e projetos. A vida na verdade, considerando o tempo que nos é dado, é curta. Se o ser humano pensasse bem nisso, poderia ser bem melhor,não fazendo tanto mal aos semelhantes, como também para a natureza e consequentemente para o planeta. Mas infelizmente não é assim. O que vemos no dia a dia é a corrida em busca do sucesso e do dinheiro, mesmo que tenha que passar por cima do próximo. Polui-se o ambiente de uma forma crescente e sem precedentes. Os governos estão mais preocupados em ficarem ricos e continuarem no poder, em vez de levarem avante uma administração séria e honesta. A maioria dos cidadãos, vive numa disputa sem par e procurando levar vantagem nas mínimas coisas, muitas vezes valorizando banalidades que nada trazem de proveito. Pensa-se como se fosse viver duzentos anos. Ledo engano. O que conto aqui é parte da história de minha vida, principalmente quando aconteceram coisas inusitadas. Algumas vezes , não tinha certeza se era realidade ou sonho. Acredito que uma força maior que direciona nosso caminho, nos dá compensações em diferentes épocas. Ate hoje não encontrei respostas a muitas delas e as vezes misturo datas e até as sequências dos acontecimentos. Comigo foi assim. Desci até o fundo do vale da sombra e depois fui privilegiado de uma forma incomum. Meu nome é Pergali, a única herança de meu avô paterno, que era pobre como um gato. Muitos me chamam de PG. Já passei dos sessenta anos e vivo com a mulher que acho ser a ultima de minha vida. Ela tem a juventude permanente e eu já estou descendo a ribanceira da decrepitude; Esta parece gostar de mim realmente. No dia a dia, ela comprova isso e desde que a conheci é firme e resoluta nas decisões, o que me deu confiança no decorrer dos tempos. Mas pelo que passei anteriormente, era para ficar bem longe de mulheres. Gosto delas, mas uma coisa é muito importante no relacionamento homem /mulher:- Ela tem que gostar de você. Se isso não acontece, você está entrando em uma situação desastrosa. Com a primeira vivi bem durante quinze anos. Daí aconteceu algo, a meu ver, inevitável. Para mim ela era a mulher mais bonita do mundo. Tinha um cabelo claro e encaracolado que a dava um ar exótico. Sobrancelhas arqueadas simetricamente sobre olhos verdes que transmitiam serenidade e inocência. Um nariz bem feito e levemente arrebitado sombreava uma boca carnuda e sensual. Seu corpo era a imagem da perfeição feminina.


Tinha praticamente tudo. Para mim perfeito quer dizer que partindo da ponta dos dedos do pé até a ponta dos fios de cabelo, tem que estar tudo dentro simetria e da proporção. Isso reflete a magnitude do admirável. Não como a maioria das mulheres, que sempre falta algo. Muitas têm seios, mas falta o resto, se tem traseiro não tem pernas e se têm pernas, os pés são muito grandes e assim por diante. Há horas que fico pensando, como consegui segura-la por quinze anos. Um amigo uma vez me disse, que casar com mulher bonita é ter quentura de cabeça e viver na corda bamba. Eu já penso que tudo depende da mulher. Se ela tiver a cabeça no lugar não há perigo que nos rodeie. Agora, para uma convivência aceitável entre um casal, o principal é que os dois tenham uma boa cabeça. Aprendi isso , depois de levar varias pauladas. Se uma mulher tem todos os atrativos da beleza feminina e não tiver miolos, de nada vale. Mas voltando a minha vida, digo que tudo tem um fim e casamentos também. Trabalhava eu em uma empresa e tudo seria uma boa se não fosse um chefe que não gostava de mim e fazia tudo para me aborrecer. Certa vez chegou a me suspender por três dias devido a uma pequena falha de minha parte. Eu sempre pensava em sair de lá, mas as oportunidades não apareciam e também não iria arriscar pedir demissão sem ter arranjado outro serviço. Eram tempos de crise, e quem vive no terceiro mundo sabe que naquela época,perto dos quarenta era quase impossível obter emprego. Por outro lado eu tinha o mau hábito de me acostumar com empregos e uma enorme preguiça de correr atras de coisa melhor. Era na verdade um perdedor.Tudo aquilo estava me dando uma grande angustia e já começava a ter sinais de depressão. Hoje sou uma pessoa mais calma e encaro as dificuldades e problemas de uma forma mais sábia. Naquele tempo, tinha a ira e a desafronta como parceiras. Existem pessoas que não vão com nossa cara deste o primeiro momento. Você olha para o indivíduo e tem como resposta um sinal negativo invisível, que somente você percebe. Devemos nos manter afastados dessas pessoas porque delas nada virá de simpatia ou colaboração. Com esse meu supervisor foi assim. Infelizmente era obrigado a prestar-lhe contas do trabalho. Parece que me odiava, pelo simples fato de eu existir. Eu me humilhava e aguentava tudo quieto sem reclamar. Não adiantaria fazer uma reclamação para os superiores. Quem trabalha ou trabalhou em empresas sabe que isso só acarreta mais problemas para o nosso lado. Quando se tem problemas com o chefe e não há solução, melhor é pedir a conta e sumir. Com o tempo passando e a situação perdurando, tudo ia ficando mais difícil. Começou a crescer em mim uma antipatia pelo sujeito que foi se tornando rancor e por fim desabrolhou em ódio. Eu sabia que isso iria ter um fim, mas não sabia a forma. Com toda calma arranjada e toda paciência construída eu esperava. Não sabia exatamente o que esperava, mas lá na profundeza de minha alma, algo me dizia que teria um desfecho. Bom ou mal, mas teria. Certa vez li em um livro que as coisas mudam sempre. Indiferente de nós querermos ou não. Faz parte da sequência do tempo. Até na bíblia tem uma passagem, dizendo que existe tempo para tudo. Isso quer dizer também que depois que passa o tempo para determinada coisa, não adianta correr atrás. Exemplo disso é a juventude. Devemos viver conscientes disso, ou viveremos na decepção. Eu já estava cansado de esperar uma mudança. No serviço o clima era sempre pesado e nebuloso quando ele estava por perto. O meu alento todos os dias era a espera para chegar à casa a tarde, junto com o sol poente e encontrar Beatriz, que era o refrigério para a minha alma. Era como se um sol se escondesse no oeste e outro nascendo no leste, iluminasse uma manhã radiante. Ela era a minha luz. Sua beleza superava a Beatriz do paraíso, com toda a certeza. Não havia concorrência. Falando dela aos amigos , muitas vezes me aconselhavam não a idolatrar tanto. Poderia se tornar algo doentio, se um dia viesse a decepção. As pessoas tem suas fraquezas e com isso muitas vezes nos decepcionam. A noite muitas vezes quando perdia o sono, começava a divagar pela torrente de pensamentos e a parte ruim do cérebro fica a planejar coisas impossíveis de se fazer na realidade do dia a dia. A morte do homem entrava em cena, criando situações imaginarias de uma melhor forma de levar a cabo sua extinção. Fazia estudos estratégicos e mil projetos de ação, mas tudo ficava engavetado em meu cérebro. Parecia ser uma forma de me aliviar das tensões, ou me afundar mais ainda nas águas da angústia. Não tinha coragem de tomar uma atitude violenta contra qualquer pessoa, mesmo que a odiasse tanto. Na verdade eu era até meio covarde. O medo me fazia agir completamente ao contrario de meus pensamentos. Tinha certa raiva de mim mesmo por ser assim. Admirava pessoas destemidas, que lutavam por uma causa e mesmo com sofrimento conseguiam atingir seus objetivos. Esses eram os verdadeiros heróis da vida. Batalhadores, guerreiros. Talvez nem fossem, mas para mim o eram pela incapacidade de igualá-los. O mundo foi girando e o tempo passando. Cada dia era novo, menos para mim que estava preso aquela rotina de sofrimento.



Lembrando de um amigo



Uma homenagem ao Zuza.

Eu o conheci desde criança.Ele era um dos irmãos Siqueira.Era humilde, trabalhador e honesto.Morava em uma casinha  simples,baixa, quase no fim da rua Siqueira Campos, ja fazendo divisa com o terreno do Chino Pereira.A casa de meu pai ficava mais abaixo uns cinquenta metros.

Cidade dos gêmeos





25 de março de 2011
Solução de mistério de 'cidade dos gêmeos' no RS é destaque no 'NYT'
Jornal O Estado de São Paulo

Artigo destaca estudo que explica por que Cândido Godói tem taxa de nascimento de gêmeos dez vezes maior que resto do Brasil.

A apresentação de uma possível solução para o mistério da "cidade dos gêmeos" gaúcha é destaque nesta sexta-feira no jornal americano The New York Times.

Reforçando o destaque internacional que o tema tem recebido pela imprensa mundial, a reportagem aguarda as revelações de um estudo conduzido para explicar o alto percentual de nascimento de gêmeos em Cândido Godói (RS), uma história que motivou várias especulações.

O mistério aumentou quando o jornalista argentino Jorge Camarasa, autor de uma biografia sobre o geneticista nazista Josef Mengele, sugeriu que o fenômeno poderia ter sido resultado dos experimentos realizados por ele durante uma suposta passagem pela região nos anos 1960.

Os moradores se perguntam também se se trata de alguma substância presente na água da cidade, segundo reza a lenda local.

"Um grupo de cientistas agora pode descartar esses rumores de longa data. Úrsula Matte, uma geneticista de Porto Alegre, afirma que uma série de testes de DNA conduzidos em 30 famílias a partir de 2009 identificou um gene específico entre a população de Cândido Godói que aparece mais frequentemente em mães de famílias com gêmeos que naquelas sem gêmeos", escreve o jornal americano.

"O fenômeno é reforçado por um alto nível de procriação consanguínea entre a população, composta quase inteiramente por imigrantes de língua alemã."

Os detalhes serão apresentados em um evento da prefeitura nesta sexta-feira, após dois anos de pesquisas conduzidas pelo Instituto Nacional de Genética Médica Populacional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A pesquisadora foi a primeira a registrar cientificamente o fenômeno, particularmente notável na pequena São Pedro, um vilarejo de 350 moradores perto de Cândido Godói. Entre 1990 e 1994, o percentual de nascimentos de gêmeos em São Pedro foi de 10%, comparado com a média nacional de 1%.

A pesquisa analisou certidões de nascimento de 80 anos atrás e concluiu que o fenômeno dos gêmeos já existia nos anos 1930, antes da suposta passagem de Mengele pelo sul do Brasil.

Estudos feitos na água local não mostraram nenhuma substância atípica.


Cândido Godói tem encontro anual dos gêmeos
Divulgação

Que calor























"Que calor". Essa é a frase mais ouvida nestes últimos quatro dias aqui no
sudeste.Não sei o que houve, mas piorou em muito noso humor em ter
que enfrentar temperaturas tão altas.A gente fica sem saber para onde
ir ou o que fazer, perante o total desconforto.As noites então se tornam
veradeiros suplícios, onde procuramos em vão um canto qualquer um
pouco mais fresquinho para dormir um sono tumultuado e recortado
pelo suor que escorre pelo pecoço.

Nós pobres, aqui do sudeste não compramos ar condicionado pelo fato
de usa-lo somente no verão. Daí o bicho fica nove meses descansando e
pegando ferrugem lá na parede. Depois dizem tambem que a conta de
luz vem braba.Nós aqui do sudeste, na verdade não somos preparados
nem para o calor e nem para o frio. Se vier um frio violento a gente
morre congelado, porque nossas blusas são fraquinhas e leves, perto
das que se usam nas terras frias.

Nossos cobertores são do estilo "corta febre", ralos e gelados. Então
vivemos oscilando nessa linha entre o calor e o frio. A temperatura
passou dos trinta, ja passamos apuros.Se cai abaixo dos quinze, ficamos
preocupados. Mas pensando bem, voces ja perceberam que a linha do
conforto para se viver sobre a face da terra é bastante tenue? Se com
este calor ja estamos passando mal, imaginem se o sol inventasse de se
aproximar da terra um pouco mais.Iríamos todos para as cucuias.

Ao contrário, se ele se afastasse alguns milhões de quilometros , tudo
aqui braqueava com a neve e a gente não suportava tambem.
Interessante que muita gente não percebe essa ponte de corda oscilante
por onde atravessamos um enorme precipício. Elas continuam praticando
o mal em uma ignorancia extrema. Somos frágeis criaturas vivendo em
um lugar onde os mecanismos são frágeis tambem.

Voces ja pensaram se por acaso um dia a terra parasse de girar? Metade
do planeta se tornaria totalmente gelado e outra metade seria um deserto
abrasador somente de pedras e areia. Será que conseguiriamos sobreviver
a tal evento? A geografia fala dos movimentos de nosso planeta como
sendo dois: O movimento de translação e o de rotação. O de translação é
facil de se entender porque envolve forças magnéticas principalmente do
sol.Dizem que quanto maior o volume , mais atração ele exerce sobre os
menores.

Daí estarmos presos ao sol como se a gente amarrasse uma pedra com
um barbante e a girasse ao nosso redor.O sol segura a terra e a terra
segura a lua. Agora ,como se explica o movimento de rotação da terra?
Dizem, que no espaço, quando um objeto é animado com um movimento
rotatório, ele permanece girando eternamente. Seria o caso da terra?
E a lua? Faltou nela esse incentivo inicial?Bom... vamos deixar isso para
os estudiosos no assunto.

Mas o que eu quero dizer é que: O ser humano continua poluindo cada
vez mais a natureza. A resposta ja está chegandoem forma de calor,
enchentes, terremotos, furacões etc. Já é tempo de acordar e olhar ao
redor
."E farei cessar nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, a voz
de folguedo e a voz de alegria, a voz de esposo e a voz de esposa ; porque
a terra se tornará em desolação."
Jeremias 7:34

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O revoltado




















Eu sou um grande revoltado,
Represento o ofendido.
Nasci bem aqui, deste lado,
Não foi por eu ter escolhido,
Ou alguem ter me consultado.
Quando vi, ja era surgido,
Como se fosse empurrado.
E me confesso , bem perdido.

É com tudo, revolta minha
Que se pratica de errado.
Desde fome de criancinha,
À político safado.
É com falsa ladainha,
Ou silêncio planejado.
Com o calor além da linha,
Ou com frio exagerado.

Se chove demais , mais reclamo.
Se não, fico preocupado.
Todo poluente não amo,
Que no planeta é gerado.
Em meus pulmões sinto dano,
De empresário alucinado.
Falta compreensão e o ramo,
De um amor impregnado.

Se não houver tudo isso,
Estamos muito malfadados.
Minha luta e compromisso,
Vai para os desconcertados.
O rico de sempre, omisso,
E o pobre mais destroçado.
Na ignorância o sumiço,
De saber não alcançado.

O pervertido nesta vida,
É não existir igualdade.
E cada vez mais constrangida,
Fica nossa sociedade.
Em ver, densa trilha perdida,
Que caminha a mocidade,
Na educação exaurida,
A antiga deixa saudade.

Nossa gente é esquecida,
Lá no campo e na cidade.
E a corrupção surgida,
Se torna a imensidade.
A moral fica mais sumida,
Na bem moderna irmandade.
E é por poucos defendida,
No país da impunidade.

Dizem que é tempo vencido,
Que está chegando com maldade.
Onde o povo é coagido,
Buscando a felicidade,
Em um lugar mais defendido,
No querer da privacidade.
Quando muro é construído,
Para isolar a verdade.

Na revolta cotidiana,
Que floresce em minha mente,
Olho-a bem mais leviana,
A má escola consciente.
Nosso ser jamais se engana,
Com pessoa incompetente,
No governo que busca fama,
Com procura inconseqüente.

Esta vida é uma disputa,
Que bem começa ao se nascer.
Com tudo isso , gente labuta,
Para mudar o acontecer.
É uma grande luta estulta,
Sem conseqüência para sofrer,
O destino é a minuta ,
Do que nossa vida vai ser.
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Vida boa.....até quando?

























A CRISE NAS GARRAS DO LEÃO.

Em Brasília tudo vai continuar sendo uma festa. Para a população
trabalhadora e o contribuinte ficará a conta, como de costume.
Tudo indica que vai acabar a boa vida de Dr. Lula da Silva. Não falo,
naturalmente, dos jantares palacianos servidos à base de finas
entradas de vieiras grelhadas com tomate confit e de ótimas fatias
de carne de javali importada, acompanhadas de excelsas taças de
Romanée Conti, ao preço de R$ 20 mil a garrafa.

Não, de modo algum : Como se diz nas rodas vulgares, “quem é
rei nunca perde a majestade”.Os rega-bofes oficiais continuarão
como de hábito. O que parece chegar ao fim é a bazófia eufórica
do “nunca dantes na história deste país…”, a charla marota de um
governo que se valia - para anunciar prosperidade ilusória -
da expansão do crédito fácil e do jogo financeiro da banca internacional.

Claro, a partir da “regulação estratégica” formatada com
juros tabelados pela burocracia do Banco Central – daqui e d’além mar.
No seu clássico tratado de economia, “Ação Humana” (Instituto Liberal,
Rio, 1990), Ludwig von Mises ensina que “a expansão do crédito é o
principal instrumento do governo na sua luta contra a economia de
mercado”.

Apesar da trágica experiência do crack de 1929 (fomentada
em primeiro plano pela irresponsabilidade do Federal Reserve), desde
o governo Jimmy Carter o banco central dos Estados Unidos vinha
fazendo da política de expansão do crédito a chave-mestra para se
chegar, pela via expressa do consumismo, ao Paraíso. Resultado: deu-se,
como esperado, a eclosão da catastrófica tempestade de merda.

Sim, é fato: também por aqui, muito além da “marolinha” vaticinada pelo
“guia genial da raça”, o que se anuncia é o chumbo grosso. Quem sabe
a estraçalhar, ao mesmo tempo, a expansão do consumo, o preço dos
alimentos, o programa de aceleração de crescimento, o sonho do carro
sem entrada e com 72 meses de financiamento, a criação de novos
empregos e a manutenção dos antigos, o frenesi dos financiamentos
imobiliários e o próprio comércio internacional (vantajoso) de commodities.

Onde vai desaguar tudo isso? Pelo piar da coruja oficial, nas garras do
Leão. Leão, claro, é firula de linguagem - melhor seria dizer abutre, a ave
sarcófaga que devora todo tipo de carne, humana ou não. Por que digo
isso? Bem, pelo que se informa, a partir de reunião palaciana, os
burocratas de Brasília, diante do “ambiente de incerteza provocada
pela crise americana”, voltaram as baterias para a aprovação no Senado
da famigerada Contribuição Social para a Saúde (CSS) - o que se
convencionou rotular nas rodas oficiais, algo debochadamente, como o
“imposto do cheque”.

De fato, é dose para leão, sobretudo quando estudo recente divulgado
pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) dá conta
de que o contribuinte brasileiro da classe média vai gastar este ano
75% do que ganha para pagar imposto e adquirir serviços que deveriam
ser fornecidos pelo próprio governo, tais como, por exemplo, segurança,
saúde e educação.

Como se sabe, o contribuinte brasileiro em geral tem de trabalhar,
anualmente, até o dia 27 de maio para alimentar a gula fiscal da União
(em parceria com estados e municípios). Mas este ano, devido ao
aumento galopante dos impostos, o cidadão da classe média,
com renda mensal entre 8 e 10 mil reais, precisou trabalhar até o dia 5 de
junho para saldar suas dívidas com o fisco.

E depois, visto que desgraça pouca é bobagem, ainda terá de suar
a camisa até o final de setembro para suprir os débitos da ineficiência
dos serviços que deveriam ser prestados nas três esferas do poder.
Segundo o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, restará ao
cidadão da classe média, vítima das garras do leão, apenas os três
meses restantes do ano - de 1° de outubro a 31de dezembro
– para trabalhar para si mesmo e suprir os gastos com moradia,
alimentação, vestuário e, às vezes, porque ninguém é de ferro,
algum lazer.

Para chegar a tal conclusão, os analistas do IBPT tiveram
como base dados fornecidos pela própria Receita e Tesouro Nacional,
além de inúmeras instituições privadas, entre elas a Fundação Getúlio
Vargas (FGV) e a Federação Nacional das Escolas Particulares. Mesmo
diante da tempestade global, que se prenuncia duradoura, o governo não
dá trégua ao contribuinte da classe média.

Quer garfá-lo a todo custo. Por conseqüência, a partir de decisão do
Supremo Tribunal Federal (STF), as empresas constituídas por
profissionais liberais terão de pagar ao leão a parcela de 2,00%
destinada ao Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social), caso optem pela declaração do “lucro presumido”.

O que se afigura como duro golpe no bolso de advogados, médicos, dentistas,
arquitetos, contadores, entre tantos outros profissionais liberais que tinham
a cobrança da “contribuição” como inconstitucional. Com carga tributária
tida e havida como “das maiores do mundo”, o governo, em plena crise, está
se apropriando de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que hoje
gira em torno R$ 2 trilhões.

Boa parte desse ervanário é torrada com a ampliação da máquina estatal
que conta com mais de um milhão de servidores, além da doação de
recursos a países “irmãos” da África e América Latina, custeio de
viagens e mordomias, programas de aceleração decrescimento marcados
pelo desvio de verbas e desperdício, e por aí vai.

Sem falar no retorno firme da inflação, uma forma a mais de imposto que,
já em agosto, no caso dos produtos alimentícios, atingiu o índice nada
lisonjeiro de 12%. O certo seria o governo cortar os gastos públicos
vertiginosos que em parte vinham sendo alimentados pelos investidores
estrangeiros agora em fuga.

Mas, quem disse que Lula toma tenência? Além de anunciar aumentos
de salários e novas contratações de servidores públicos, dando
seqüência ao aparelhamento do Estado, o vosso presidente,
na hora de apertar o cinto, recomenda a gastança desenfreada – pública e
privada. Ou seja: vai se ferrar – ferrando a nação.

MÍDIA SEM MÁSCARA
Ipojuca Pontes


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