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Literatura -28. O tálamo...

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Começamos a fazer um novo planejamento para outro banco, talvez até em outra cidade. Levaríamos a cama até lá se fosse preciso. Eliza trabalhava com dedicação no projeto. Descobrimos um enorme banco em uma grande cidade, que prometia grande resultado. Até ali já sabíamos que em banco pequeno não tinha ouro. E se tivesse seria pouca coisa. Estávamos com o estudo quase completo, quando uma noite,Eliza me acordou agarrada em meu pescoço, dizendo que tinha ouvido um barulho. Fiquei esperto e de fato ouvi ruídos na cozinha. Levantei-me cautelosamente, supondo que ladrão sempre anda armado. Não queria levar um tiro de bobeira. Encostado a parede, medindo os passos, fui devagar até a cozinha. Nada encontrei de suspeito. Voltei para cama, supondo que fosse algum rato que entrou na casa, considerando que ratos fazem barulhos estranhos à noite. Na próxima noite tive um sonho estranho, daqueles que misturam ruídos reais com os devaneios. Acabei acordando e fiquei alguns minutos tenso, vivendo ainda o clima pesado e nebuloso. Resolvi levantar e ir até a cozinha tomar um pouco de água. O quartinho do fundo onde era usado para despensa e onde estava a cama, ficava no fim de um corredor, saindo da cozinha. No meio a penumbra do alvorecer, se destacava uma luz vinda dele, filtrada por baixo da porta. Fui ate lá pelo escuro, com uma faca de cozinha na mão, supondo ser um ladrão da madrugada. Abri a porta rapidamente, como fazem os policiais nos filmes, para pegar de surpresa o gatuno. 
A cama estava totalmente visível, com um brilho azulado, parecendo propaganda de neon. Figuras opacas a circundavam. Era gente baixa e de cabeça grande. Imaginei que não seriam eficientes em uma briga. Quando me viram, um deles apontou alguma coisa para o meu lado. Senti a ideia sumir. Quando voltei da sincope, estava deitado com o rosto no chão, respirando o piso empoeirado. Levantei devagar e quando tomei consciência do que tinha acontecido dei pela falta da cama. Eles a tinham levado. Em minha cabeça já esperava por isso há muito. Nada neste mundo é de graça. E se um móvel mágico aparece em sua vida, fique esperto que ele tem dono e um dia virão pega-lo.Então tinha chegado à hora, justamente quando mais iríamos precisar dela. Voltando a deitar, não consegui mais dormir, pelo stress passado. O dia já pintava de claridade os vãos da cortina da janela. Eliza ressonava suavemente, aludindo uma tranquila paz. Fiquei pensando em minha vida, como acontecia nela coisas repentinas e desagradáveis. Dai somava tudo de bom e de ruim e ao tirar a media, descobria que tinha mais coisa boa. Isso me tirava o mau humor. Uma delas estava ao meu lado, dormindo como um anjo. No café da manhã, contei a ela o que aconteceu. Ficou entre surpresa e irritada e foi até o fundo conferir. Voltou com a cara enfarruscada, vendo o plano se desfazer, como estátua de praia no meio da chuva. Sentou-se a minha frente com desanimo e me olhou nos olhos. Não sabia que era tão ligada a bens materiais. A prova estava ali olhando em sua face transtornada.
----O que faremos agora?
----Nada... Não vamos tentar lutar com uma coisa que parece ser superior a nos. Nem saberíamos por onde começar.
----Realmente... Essa nos perdemos. Mas se descobrir um meio, vou até o fim ---Disse ela parecendo não se conformar com a realidade.
----Mas ainda tem um capitulo para encerrar a novela... ----Disse eu, provocando nela uma cara de surpresa.
----O que é? Sabe o meio de se chegar até eles?De reaver a cama?
----Talvez... Embora desconfie que eles não se importem nem um pouquinho com a gente. Mas ainda temos o controle. Conferi há pouco.
----É mesmo? Então ainda temos alguma chance.
----Duvido... Se quisessem dialogar não me teriam nocauteado. Mas de uma coisa, tenho certeza... Eles irão voltar para pegar o controle.
----Já pensou em acioná-lo para ver o que acontece?Quem sabe traz a cama de volta?---Disse a moça com brilho nos olhos.

----Puxa garota, confesso que ainda não tive essa ideia. Acho que fiquei meio zonzo depois do desmaio.

Literatura- 26. O Tálamo...

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Embora um pouco amofinados com a situação, Eliza me convenceu que nada havia perdido e embora não fosse o que esperávamos, ainda tínhamos em mãos algo valioso.
----Não da para adquirir nada respeitável. ----Redargui. ----Talvez uma casinha pequena em um bairro pobre.
----E se a gente rastreasse os anos atrás, quem sabe encontraríamos o resto? ----Perguntou ela.
----É um negócio muito complicado... Veja bem. ----Eu disse, pegando uma caneta e fazendo uma conta. ---São 21900 dias. O trabalho seria tão grande que não valeria à pena. Por outro lado, as pessoas sempre estão em movimento. Um minuto depois, pode alguém ter pegado e deslocado os objetos do lugar, para outra parte da casa. Daí já não encontraria de forma alguma. Por fim decidimos que o bom seria ficarmos quietos e administrar o ouro da melhor forma possível. Joice voltou na data combinada e nos abraçou efusivamente no re- encontro.
Sua mãe estava passando melhor e ela estava feliz em poder voltar para a rotina de sua vida. Vendo a amizade das moças, deixei de lado um pouco minhas eternas desconfianças e entrei na graça das duas. Certo dia, estando os três confabulando na sala da Joice, ela nos contou algo que deixou eu e Eliza, intrigados. Contou ela que sempre morou naquele lugar. Eliza jogou disfarçadamente um olhar para o meu lado, como se advertindo para o que viesse.
----Desde criança?----Perguntei interessado.
----Sim... Até os vinte anos, tinha minha mãe comigo. Depois ela teve que se mudar para outra cidade, para atender meu irmão que lá estudava. Acabou se envolvendo com um velho e ficando por lá.

----E você, ficou bem aqui sozinha?----Perguntou Eliza.
----Sim, eu sempre fui muito independente... Agora vou contar uma coisa... Que somente a vocês eu conto... A minha vida deu uma guinada para melhor, quando encontrei, em uma madrugada ao chegar de uma festa, uma barra de ouro bem ali perto da parede do depósito. Esperei um tempo para ver se alguém reclamava e depois reformei tudo e montei esta loja. Antes no lugar eu tinha um salão de beleza, que não ia para frente e nem para traz. ----Eliza não conseguia conter a expressão estupefata e me olhava com insistência.
----Você achou somente uma barra?----Perguntou Eliza, pegando no braço da outra, demonstrando grande curiosidade.
----Somente uma. ----Por quê?
----É que falando de ouro, minha filha... Quanto mais, melhor.
----É verdade. ---- Acudi, tentando não levar o assunto para a desconfiança. À noite em nossas conversas de cama, tentávamos desvendar o mistério do ouro perdido. Tinha uma teoria que, as jóias e a primeira barra, teriam caído tempos mais remotos e a ultima barra caída, foi ao chegarmos, que no tempo deu uma dezena de anos.

Eliza tinha vontade de contar a amiga todo o segredo, mas eu a desanimava, dizendo que duas cabeças guardam mal um segredo e três cabeças mal guardam segredos. Poderíamos ser expostos de uma forma ruim. O bom seria deixar como estava e tocar a vida como ela se apresentava. A moça concordou.

Onde está o ouro?


Foi notícia: Quem merece ser herói de verdade no Brasil?( Fonte)

Pincelada do Rabix
A midia gosta de criar heróis. O governo também. Nem que seja para iludir e  disfarçar a incompetência do escolhido. Tenta-se fazer das tripas coração, para  criar um personagem em quem o povo possa se concentrar e eleger como ídolo.

Queimando dinheiro


Foi notícia:Lixo recebe toneladas de ouro e prata por ano(Fonte)

Pincelada do Rabix
O desperdício no Brasil não é somente nessa área de eletrônicos.Ele existe desde  o lixo não separado para reciclagem, até nos entulhos que são jogados fora.Autoridades ignorantes, povo ainda mais.Se não parte delas a orientação e o auxilio na captação, continuamos como está. E os números estão aí .

Ouro para o bem do Brasil
















Ouro para o bem do Brasil.
Zé Caparica
Bom dia. Hoje eu gostaria de contar para a maioria das pessoas uma
história que aconteceu no Brasil quando eu era criança. Como a idade
avança e a memória atrofia, procurei, revirei e remexi a internet do
avesso e não achei nada que se referisse ao assunto, para que eu
pudesse dar informações mais precisas. De qualquer forma, serei
sempre grato a qualquer pessoa que escreva para mim, contando quem
e por que fez isso. Isso o que? A campanha “Dê Ouro Para o Bem do Brasil”.

Lá pelos idos de 1964 e 1966, se não me falha a memória.Funcionava assim:
o Brasil estava sem lastro, precisava de algum. Ditadura militar instalada,
foi simples. Chamaram o povo ao seu dever cívico de se desfazer de qualquer
coisa de ouro e doar voluntariamente. O voluntariamente é necessário, pois
não se tratou de uma atitude arbitrária do governo, onde todos fossem
obrigado a “doar”, o que caracterizaria um saque. Pior que isso, foi uma
chantagem sem vergonha, que incutiu na cabeça do povo que aquele caminho
era o certo, que a gente tinha mais é que cortar na própria carne.

Servia qualquer coisa. As pessoas para lá se dirigiam e, uma a uma, iam
jogando seus ouros no saco que o governo providenciou. Alianças, brincos,
correntinhas, anéis, crucifixo, pulseiras e qualquer outra coisa, em troca de
um anelzinho de metal vagabundo com a frase lapidar: “Eu dei ouro para o
bem do Brasil”. Mas, pra variar, no dia em que lá estivemos os anéis tinham
acabado. Ou seja, a gente dava ouro para o bem do Brasil e nem tinha anelzinho
de metal vagabundo para recompensar, ou mesmo mostrar para os outros.

Eu gostaria de poder discutir ou analisar, com a distância que só o tempo
proporciona. Mas realmente não é fácil. De qualquer maneira me lembro
que, todos bonitinhos, fomos, meus pais e irmãos, levar umas pecinhas de
ouro para doar. Na fila a alta sociedade, talvez a única com algum ouro para
dar ao Brasil. Brincava com os filhos de um ou de outro amigo do meu pai.
Era uma festa. Como numa eleição, o sujeito ia até o “saco”, jogava dentro
eu ouro, e passava para pegar o anelzinho. Quanto rendeu de ouro? Não
tenho a menor idéia e acho que ninguém teve. Minha mãe acha que não foi
muito, mas apenas o fato do governo fazer uma coisas dessas... Meu cunhado
chorou, me disse a pouco, por não ter, naquela época, nem uma pecinha de
ouro para doar para o bem do Brasil. Veja só.

Vamos analisar por outro lado. Vamos imaginar que Lula e Palocci
exagerem no vatapá e tenham a idéia de fazer isso de novo. Já chamavam
o publicitário Duda Mendonça, e a campanha ia correr solta. Já estou vendo
o outdoor: “Só o seu ouro pode salvar o País”. Se não colar, pode sair com
essa: “Só o seu ouro pode salvar a seleção brasileira”. Daí é fatal.Convocados,
o povo brasileiro iria desconfiar. Ao contrário dos meus pais e de outros
bobocas (no bom sentido, claro) que saíram de casa para levar o ouro ao
bandido, não creio que isso aconteça hoje. Um pouco pelo mesmo motivo de
outrora, ou seja, o povo não tem ouro pra dar mas, principalmente, porque
o povo não confia no governo que tem. Para qualquer solicitação, a resposta
erá sempre NÃO!

E os ricos falarão NÃO pela mesma razão: tenho, mas não vou te dar, tá?Os
impostos são, na verdade, ouro puro em moeda corrente. Quem não se
preocupa com o imposto que paga, ou é desinformado ou tem fé cega nos
governantes. Não deveriam. Em cada 1 real gasto num frasco de detergente,
18%, ou R$ 0,18, vão parar no cofre do governo. Imagine agora tudo o que
se compra e vende no Brasil. Nós pagamos imposto demais para serviço de
menos.

Esse governo Lula, imitando os demais que antes dele por lá
estiveram desde a Proclamação da República, não têm pendor para divulgar
contas, explicar onde foi gasto o nosso dinheiro. Lógico que tem onde procurar.
Procure o Tribunal de Contas da União e peça pra ver. Se conseguir entender
ganha um doce. Na hora de recolher impostos os pobres servem. Para ler a
prestação de contas tem que ser doutor.O povo chegou ao limite do descrédito
em qualquer governo.

Ainda salvam alguns prefeitos que tem o eleitor a vigiá-lo mais de perto. Lula
está com seu prestígio mais esfrangalhado que o topete do Itamar Franco. Fez
tantos conchavos que agora não sabe se enfrenta ou se entrega aos bandidos.
Ainda bem que alguém tem prestígio por lá, pois eu não vou doar meu ouro
(acho que teria que comprar algum se quisesse fazê-lo) enquanto não me
explicarem onde foram parar as alianças de papai&mamãe. E quantos quilos
de ouro eles levantaram. E em que cofres foram parar. E quem eram os donos
dos cofres também. Até amanhã.

http://cronicasepalpites.blogspot.com/2006/01/ouro-para-o-bem-do-brasil.html
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A corrida do ouro




















Diferença entre tarifas bancárias pode chegar a 350% .
Pesquisa aponta variação nas taxas cobradas pelas transferências entre
contas na própria instituição .
SÃO PAULO - A diferença entre as tarifas cobradas pelos bancos chega
a 350%, segundo aponta a pesquisa do Procon-SP divulgada nesta
sexta-feira, 28. É o caso da cobrança de transferência entre contas na
própria instituição. A mais barata ficou por conta da Caixa Econômica
Federal - R$ 1,00, enquanto a mais cara, do Banco Real, custa R$ 4,50.
De acordo com o Procon, o valor médio da tarifa cobrada é de R$ 1,82.

Diferença do pacote do Itaú e Unibanco é de 87%, diz Procon.

Já a cobrança pelo cheque de transferência bancária tem uma variação
de 325%. O Unibanco cobra R$ 0,40 pelo serviço, ante os R$ 1,70 do
Banco Real. Segundo a pesquisa, o valor médio cobrado pelo serviço é
de R$ 1,29. O Procon também destacou que a diferença na tarifa de
confecção de cadastro para início de relacionamento - o cadastro no
banco - chega a 300%. A CEF cobra R$ 30,00 pelo serviço, abaixo dos
R$ 120,00 praticados pelo Unibanco. O valor médio do serviço é de
R$ 60,50, de acordo com o levantamento.

Além disso, o Procon constatou no levantamento que as tarifas avulsas
podem custar menos ao consumidor do que o pacote prioritário. Para
demonstrar, a fundação criou um cliente hipotético, que usa regularmente
o envio de talão de cheques a domicílio, a renovação do cadastro, a
cobrança semestral e os serviços essenciais gratuitos obrigatórios
estabelecidos pelo Banco Central.

O resultado é que, na média, este cliente gastará R$ 11,05, com base nas
tarifas praticadas pelos bancos - valor 93,30% inferior à média de R$ 21,36
do pacote padronizado. O Procon ressaltou, entretanto, que os serviços
utilizados pelo perfil hipotético são diferentes dos oferecidos no pacote
padronizado, uma vez que o pacote é para cliente que movimenta a conta
corrente só com cartão (sem cheque).
Carolina Ruhman, da Agência Estado

Fiquem espertos com os bandidos de cartola. Melhor mesmo e´o velho e
amigo colchão.
Prestem atenção também nas diferenças de um banco
para outro. Sempre tem os mais loucos por dinheiro. Se você tem conta em
um desses, aconselho a mudar para outro. Infelizmente, tudo hoje em dia
é ligado a essa turma de exploradores. Feliz de quem não depende deles.
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